Maria Virgínia Grimwood Pinto, delegada da Polícia Civil do Pará, foi presa nesta quinta-feira no Distrito Federal durante a Operação Sinalagma suspeita de vazar informações sigilosas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigações. Grimwood já foi acusada de matar o ex-namorado em 2003, em Belém, e levada ao Tribunal do Júri pelo episódio sete anos depois. Desempenho mínimo: Câmara aprova 'OAB da Medicina' e texto segue para o Senado às vésperas de perder validade 120 encomendas suspeitas: Operação da PF em SP prende suspeitos de enviar drogas escondidas em eletrodomésticos Durante interrogatório em abril de 2004, a delegada negou ser responsável pela morte do ex-namorado. Vírginia afirmou que Heldenilson Costa Holanda, inspetor da Polícia Civil, havia tirado a própria vida. O caso foi levado a julgamento apenas em março de 2010 e foram ouvidas três testemunhas de acusação e cinco de defesa. As informações foram reveladas pelo Diário do Pará e confirmadas pelo GLOBO. No Tribunal do Júri, os jurados tiveram acesso a laudos periciais relacionados ao caso. O promotor de Justiça pediu a absolvição da delegada por considerar que não havia provas suficientes para sustentar a acusação de homicídio. A defesa seguiu a mesma linha, argumentando que Maria Virgínia não havia cometido o crime. Os jurados, então, absolveram a delegada por maioria dos votos. Envolvimento com o PCC A delegada foi presa no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, nesta quinta, por suspeita de receber dinheiro para fornecer as informações e ainda oferecer "proteção institucional" a integrantes da organização criminosa, de acordo com o Ministério Público do Pará (MPPA). Virgínia Grimwood ainda teria uma ligação com Renato Henrique do Carmo, conhecido como Gordão, apontado como uma das lideranças da organização criminosa na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE), preso em janeiro de 2025, durante fase anterior da Operação Sinalagma. Operação Sinalagma prendeu a delegada por suspeita de compartilhamento de informações confidenciais com o PCC Redes Sociais e PCPE As investigações também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com suspeitas de utilização de documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros para movimentar recursos e dissimular sua origem. A operação foi organizada pela Polícia Civil de Pernambuco, com a colaboração da Polícia Civil do Pará e a participação do GAECO, que acompanha as investigações há seis meses. Foram utilizados dados telemáticos, informações de inteligência e Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) durante o inquérito. A delegada de polícia pode responder por crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa, entre outras possíveis infrações que ainda dependem de apuração. Além da prisão da delegada, os policiais cumpriram, nesta quinta, dois mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Recife, Belém, São Paulo e Brasília. Em Belém, os mandados de busca e apreensão contra Maria Virgínia foram cumpridos na casa da delegada e no gabinete dela, localizado na Divisão de Polícia Administrativa (DPA), na sede da Delegacia-Geral da PC.
Acusada pela morte de ex-namorado e suspeita de elo com chefe do PCC: quem é a delegada do Pará presa no DF
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O Globo
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