Carros voadores elétricos da Embraer poderão conectar cidades do litoral catarinense; veja o que se sabe sobre o projeto e como funciona a tecnologia Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Santa Catarina pode ter uma nova modalidade de transporte nos próximos anos: viagens em carros voadores elétricos. A proposta prevê conectar cidades do litoral catarinense, como Florianópolis, Balneário Camboriú e Navegantes, por meio de aeronaves que decolam e pousam na vertical, sem precisar de pistas convencionais.
A possibilidade ganhou um novo capítulo após a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, assinar um acordo para fornecer até 12 aeronaves elétricas à FlyBIS, empresa que planeja operar esse tipo de transporte no Sul do Brasil. O acordo prevê dois pedidos firmes e o direito de compra de outras dez unidades.
A negociação dá continuidade a uma carta de intenções anunciada pelas empresas em 2022 e representa um avanço na preparação para implementar operações de mobilidade aérea elétrica no país. Segundo a FlyBIS, o planejamento inicial considera conexões entre destinos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Além das cidades catarinenses, estão sob avaliação possíveis serviços em destinos turísticos gaúchos, como Gramado e Bento Gonçalves. Apesar do avanço comercial, as rotas ainda são potenciais e não há confirmação de quando os passageiros poderão utilizar o serviço.
Apesar do apelido, os veículos não são carros convencionais que também podem voar. São aeronaves elétricas conhecidas pela sigla eVTOL, que significa veículo elétrico de pouso e decolagem vertical.
Na prática, a tecnologia reúne características de helicópteros e aviões. As aeronaves conseguem decolar e pousar verticalmente, sem precisar de uma pista tradicional, e utilizam motores elétricos para se deslocar.
A proposta é transportar passageiros em trajetos urbanos e regionais, funcionando como uma espécie de táxi aéreo. Com isso, os veículos poderão criar conexões entre cidades e destinos turísticos, como os que estão no planejamento da FlyBIS.
Por utilizarem energia elétrica, as aeronaves também dispensam combustíveis tradicionais durante o voo. O projeto busca oferecer uma alternativa de transporte aéreo com menor impacto ambiental em comparação com modelos convencionais.
Apesar do acordo comercial, as aeronaves ainda precisam avançar nas etapas de desenvolvimento, testes e certificação antes de transportar passageiros. A Eve informou que seu protótipo de engenharia em escala real já alcançou a marca de mais de 70 voos experimentais.
Os testes incluíram operações de voo pairado, quando a aeronave permanece suspensa no ar, e deslocamentos em baixa velocidade. A próxima etapa envolve testes de transição, quando a aeronave passa do voo vertical para o deslocamento horizontal, com a ativação do sistema de propulsão traseira.
O objetivo é avançar para o voo sustentado pelas asas. Além do desenvolvimento do veículo, a Eve e a FlyBIS devem trabalhar em questões necessárias para viabilizar o serviço, como planejamento das rotas, infraestrutura, preparação operacional e integração ao sistema de transporte.
Por isso, embora Santa Catarina esteja entre as regiões consideradas para receber a novidade, ainda não há uma data confirmada para o início das viagens comerciais.
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