As ações do Bradesco recuam mais de 5% nesta quarta-feira, após o Itaú BBA rebaixar a recomendação do papel de compra para neutra, além de cortar o preço-alvo de R$ 22 para R$ 20 ao fim de 2027, devido a projeções menores de lucro e um custo de capital próprio maior. Por volta das 12h30, a ação preferencial do Bradesco caía 5,72%, cotada a R$ 14,83.
No mesmo horário, o Ibovespa cedia 2,87%, aos 170.676 pontos. Após os resultados do terceiro trimestre de 2026 e diante de um cenário macroeconômico mais fraco, os analistas do BBA veem um caminho mais desafiador para novos ganhos de rentabilidade.
A desaceleração do crédito e o aumento das provisões, avaliam, pressionam as receitas ajustadas ao risco do Bradesco. “Reduzimos em 12% nossa estimativa de lucro líquido em 2027, para R$ 28,5 bilhões, o que implica crescimento de apenas 1% em relação ao ano anterior e retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 14,4%”, escrevem em relatório.
Para os analistas, as operações de seguros, o resultado de tesouraria e os ganhos de eficiência oferecem suporte. A transformação em curso e o fortalecimento do balanço, porém, “deixam pouca margem para absorver a falta de dinamismo das receitas e/ou um ciclo de crédito mais difícil”.
Embora considerem pouco exigentes os múltiplos de 0,9 vez o valor patrimonial e de 6,2 vezes o lucro estimados para 2027, os analistas avaliam que, na ausência de catalisadores, eles não bastam para sustentar a recomendação anterior. Assim, o BBA diz que passa a adotar uma postura neutra em Bradesco para avaliar os próximos desdobramentos.
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