Um trem de alta velocidade da Renfe colidiu com um trem parado da Iryo na província de Toledo, na Espanha, na manhã de 28 de outubro de 2026, e deixou pelo menos 64 mortos. Segundo o governo regional de Castilla-La Mancha, a contagem pode subir enquanto as equipes trabalham no local.
Dois vagões do trem da Iryo saíram dos trilhos, e parte do trem da Renfe também descarrilou. A linha de alta velocidade Madri–Andaluzia foi suspensa após o acidente, e partidas da estação Santa Justa, em Sevilha, foram afetadas.
Segundo as informações disponíveis, o trem da Iryo estava parado ou em velocidade baixa quando foi atingido pelo AVE da Renfe. A colisão foi do tipo traseira, segundo autoridades no local.
O serviço de emergência de Castilla-La Mancha informou que a ocorrência chegou ao conhecimento das equipes por volta das 8h45, horário local. O acidente aconteceu em Urda, município da província de Toledo, em Castilla-La Mancha, a cerca de 40 milhas de Madri.
Equipes de resgate, ambulâncias, caminhões de bombeiros e viaturas policiais atenderam a ocorrência, e helicópteros foram usados nas operações. Vagões do trem da Iryo ficaram danificados, e alguns vagões do trem da Renfe tombaram para o lado após sair dos trilhos.
Óscar Puente, ministro dos Transportes da Espanha, atribuiu o acidente a uma ordem errada de um controlador, depois de uma falha no sistema de sinalização. Segundo o ministro, o trem da Renfe foi autorizado a seguir mesmo com sinal vermelho em vigor.
Entre 8h36 e 8h52, ele percorreu cerca de 25 km a aproximadamente 200 km/h antes de colidir com o trem da Iryo. A investigação ainda não definiu a causa do acidente.
A suspeita de erro humano foi levantada pela imprensa espanhola, mas não há causa oficial anunciada até este momento. Em 18 de janeiro de 2026, um acidente entre trens da Iryo e da Renfe em Adamuz, na província de Córdoba, matou entre 45 e 46 pessoas, conforme as fontes.
Naquele caso, um dos trens descarrilou e cruzou para a via adjacente. O acidente de Urda ocorreu na mesma linha Madri–Sevilha, e a colisão em Adamuz também envolveu dois trens de alta velocidade.
Em 2025, o sindicato de maquinistas Semaf já havia alertado sobre vibrações e desgaste em trechos de alta velocidade, o que acrescenta uma preocupação antiga sobre a linha. A Guarda Civil abriu quatro escritórios em cidades espanholas para identificar as vítimas e coletar DNA de familiares.
Autoridades da Andaluzia e de Sevilha decretaram três dias de luto oficial. Ainda não há confirmação de quanto tempo a linha Madri–Andaluzia ficará suspensa, nem do número de feridos hospitalizados, que não foi divulgado.
Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento.
Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.
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