A eleição presidencial da Bulgária será decidida em um segundo turno entre a atual presidente, Iliana Yotova, e o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov, após a votação deste domingo, 25, terminar sem um vencedor. A nova etapa da disputa está marcada para 1º de novembro.
Com quase 100% das urnas apuradas nesta segunda-feira, 26, Yotova somava 34,8% dos votos, contra 32% de Gyurov, segundo a Comissão Eleitoral Central. Além da maioria dos votos, uma vitória no primeiro turno exigia a participação de mais da metade dos cerca de 6,6 milhões de eleitores.
O país, no entanto, registrou uma abstenção recorde de aproximadamente 77,5%, refletindo uma profunda apatia do eleitorado após anos de crise política. Rússia no centro da campanha
A disputa presidencial opõe dois projetos de política externa. Yotova concorre como independente, com apoio do Partido Socialista e do Bulgária Progressista, do primeiro-ministro Rumen Radev, favorável a uma aproximação com a Rússia.
Gyurov, por outro lado, representa a oposição reformista pró-Ocidente e defende apoio firme à Ucrânia. Ex-vice-presidente, Yotova assumiu a Presidência em janeiro, quando Radev deixou o cargo para disputar as eleições parlamentares.
Ela busca agora um mandato próprio e, se vencer, será a primeira mulher eleita diretamente para a função. Continua após a publicidade
Economista e ex-vice-presidente do banco central, Gyurov comandou um governo interino no início deste ano. Durante sua passagem pelo cargo, assinou um acordo de cooperação em segurança com Kiev.
Segurança e inflação A guerra na Ucrânia e os ataques com drones contra embarcações comerciais no Mar Negro dominaram a campanha eleitoral, ao lado da inflação e da alta dos preços da energia.
As ofensivas perto da costa búlgara ampliaram as preocupações com a segurança do país, integrante da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Continua após a publicidade
Embora o cargo tenha funções predominantemente cerimoniais na Bulgária, o presidente comanda as Forças Armadas, pode vetar leis, assina tratados internacionais e nomeia embaixadores. Publicidade
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