O presidente da montadora alemã Audi, Gernot Döllner, tornou-se alvo de críticas na Alemanha após participar de um comício de Donald Trump, no sábado, 24, em Perry, no estado americano da Geórgia. Durante o evento, realizado a poucos dias das eleições legislativas dos Estados Unidos, o executivo subiu ao palco ao lado do republicano para anunciar a construção da primeira fábrica da marca no país, com investimento previsto de 4 bilhões de dólares e a criação de 4 500 empregos.
A aparição provocou reações de sindicatos e políticos alemães, que acusaram Döllner de transformar um anúncio empresarial em participação na campanha eleitoral americana. A coluna GENTE também está no Instagram.
Siga o perfil @veja.gente A presidente do conselho de trabalhadores da Volkswagen, Daniela Cavallo, criticou duramente a decisão.
Segundo o jornal britânico The Guardian, ela afirmou que o discurso de Trump havia sido marcado por racismo, sexismo e transfobia e acusou a direção da montadora de se deixar transformar em instrumento de propaganda política. Já Christiane Benner, presidente do sindicato alemão IG Metall, classificou a participação como “extremamente constrangedora e politicamente inaceitável”, em tradução livre, e afirmou que o executivo teria violado o código de conduta da empresa, que exige neutralidade política no período anterior às eleições.
Em comunicado à Reuters, a Audi afirmou que aceitou o convite para participar do evento exclusivamente por interesses comerciais e que leva a sério as preocupações sobre uma possível interpretação de apoio político a Trump. O investimento ainda depende da aprovação do conselho de supervisão da Volkswagen.
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