O Sesc Santa Rita vai receber a 8ª edição da Feira Ojá Afro Sesc. O encontro do empreendedorismo negro ocorrerá no próximo sábado (1º), das 10h às 14h, de forma gratuita, e aberto ao público em geral. Nesta edição, a Feira Ojá Afro Sesc reunirá afroempreendedores de diferentes segmentos da economia criativa, oferecendo um espaço voltado à comercialização, à visibilidade e ao fortalecimento de seus negócios.
A proposta da realização é fortalecer o trabalho de afroempreendedoras e afroempreendedores, evidenciando a produção de bens e serviços de pessoas negras, ampliando os espaços para a produção cultural de artistas negros locais.
"A transformação do Ojá Afro Sesc em uma programação periódica nasce do reconhecimento de que fortalecer o afroempreendedorismo exige continuidade. Mais do que um espaço de comercialização, a feira se consolidou como uma plataforma de articulação entre empreendedores negros, artistas, produtores culturais e consumidores, estimulando redes de colaboração, ampliando oportunidades de geração de renda e valorizando a cultura afro-brasileira", explicou Renata Ramos, supervisora de cultura do Sesc Santa Rita.
A Feira Ojá Afro Sesc também vai abraçar as artes da dança e da música. É que no sábado, às 10h, o coletivo Rasura apresentará o espetáculo Ris(c)o no Pátio do Livramento, de graça e aberta ao público. Os movimentos e sons de Ris(c)o são inspirados em manifestações culturais que têm a rua como principal local de realização, como frevo, maracatu, caboclinho, bregafunk, claves de matrizes africanas, a música instrumental e experimental pernambucana.
Às 11h, será a vez do almoço musical com Nanny Alves. A artista tem uma voz presente e marcante na noite e nos eventos culturais da Região Metropolitana do Recife, apresentando um repertório sofisticado de gêneros da música nacional, MPB e samba.
Em paralelo às exposições, a Feira Ojá Afro Sesc também vai oferecer a aula espetáculo Afrofrequências: musicalidade negra em diáspora, ancestralidade e território. Conduzida pelo DJ Phino, a ideia é promover uma imersão nas sonoridades negras em diáspora.
A partir de um setlist construído através de pesquisas, a iniciativa vai conectar ancestralidade, território e musicalidade, criando uma experiência sonora de memória, identidade e conexão coletiva. Para participar, basta chegar.
Folha de Pernambuco