5 hábitos com o celular que parecem inofensivos, mas prejudicam o aparelho

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Jogar por horas com o celular na tomada, deixar o aparelho no sol e limpar a tela com qualquer produto são hábitos que parecem inofensivos, mas podem prejudicar o smartphone. O problema nem sempre aparece na hora: o calor excessivo pode acelerar o desgaste da bateria, enquanto a limpeza inadequada pode danificar o revestimento que ajuda a reduzir marcas de dedo.

Os cuidados também passam pela escolha dos acessórios e pela instalação de atualizações de segurança. Nem toda prática, porém, exige uma proibição: usar o celular durante a recarga não significa, por si só, que a bateria será danificada.

A seguir, o TechTudo reúne cinco hábitos que merecem atenção, com exemplos do dia a dia e orientações para evitar problemas. 🔍Inimigos do desempenho: 6 hábitos que deixam seu celular mais lento

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Jogar por longos períodos enquanto o celular carrega pode aumentar a temperatura do aparelho Screen Post/Unsplash

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5 hábitos que parecem inofensivos, mas prejudicam o celular O TechTudo reuniu cinco hábitos que podem prejudicar o celular, com exemplos do dia a dia e orientações para evitar problemas.

Confira os tópicos que serão abordados a seguir: Jogar ou gravar vídeos por muito tempo enquanto o celular carrega;

Deixar o celular exposto ao sol; Usar carregadores e cabos de procedência duvidosa;

Limpar a tela com produtos inadequados; Ignorar atualizações de segurança.

1.Jogar ou gravar vídeos por muito tempo enquanto o celular carrega A bateria está acabando no meio da partida, e a solução é conectar o carregador para continuar jogando.

O hábito merece atenção quando se transforma em longas sessões de uso intenso. Jogos com gráficos pesados e gravações em alta resolução exigem bastante do aparelho e podem elevar sua temperatura, especialmente durante a recarga.

O problema não é simplesmente mexer no celular conectado à tomada, mas insistir em atividades que o façam esquentar demais. Um pouco de aquecimento é esperado nessas situações.

Já o calor excessivo pode acelerar a perda de capacidade da bateria, reduzindo a autonomia com o tempo. Se o aparelho ficar muito quente, interrompa a atividade, desconecte o carregador e espere esfriar antes de retomar o uso.

Na prática, uma pausa entre partidas é melhor do que continuar jogando enquanto o celular apresenta alertas de temperatura. Durantes longas partidas de jogos é importante dar pausas para esfriar o celular

Unsplash/Onur Binay Há, porém, tecnologias que ajudam a contornar o problema.

O bypass charging, disponível em alguns modelos, permite alimentar o sistema pelo carregador enquanto pausa a recarga da bateria. Isso reduz o calor associado ao carregamento, mas não elimina o aquecimento provocado pelo jogo.

Em aparelhos Galaxy compatíveis, por exemplo, a função pode ser ativada no Game Booster e exige condições específicas de carregador e nível de bateria. Portanto, não basta conectar o cabo para presumir que o recurso está funcionando.

2. Deixar o celular exposto ao sol

Esquecer o smartphone no painel do carro, na mesa de uma varanda ou na espreguiçadeira da piscina pode expô-lo a temperaturas elevadas. O risco existe mesmo quando a tela está apagada: o aparelho continua recebendo calor do ambiente.

A exposição excessiva pode prejudicar a capacidade da bateria de forma permanente, fazendo com que ela dure menos entre as recargas. O calor também pode provocar mudanças temporárias no funcionamento.

Para se proteger, o celular pode reduzir o brilho da tela, limitar o desempenho, interromper a recarga ou desativar recursos da câmera. Por isso, uma queda de fluidez durante o uso do GPS sob sol forte, por exemplo, pode estar relacionada à temperatura, e não necessariamente a um defeito no aparelho.

Exposição prolongada ao sol pode prejudicar a bateria e reduzir temporariamente o desempenho do celular Reprodução/Integral

Procure manter o celular à sombra e em um local ventilado, sem deixá-lo dentro de um carro estacionado no calor. Se aparecer um alerta de temperatura, interrompa o uso, desligue o aparelho e leve-o para um ambiente mais fresco.

Espere que ele esfrie antes de voltar a utilizá-lo ou carregá-lo. Seu celular descarrega mais rápido na praia? A ciência explica por quê

3. Usar carregadores e cabos de procedência duvidosa

Comprar um carregador sem identificação só porque ele encaixa na entrada do celular pode sair caro. A compatibilidade do conector não garante que o acessório atenda aos requisitos de segurança.

Produtos de origem desconhecida podem não seguir os padrões necessários, enquanto cabos e adaptadores danificados trazem riscos de choque, incêndio e danos ao aparelho. Carregadores e cabos devem ser compatíveis com o celular e atender às normas de segurança

Reprodução/Unsplash Isso não significa que todo carregador de outra marca seja inadequado.

Acessórios de terceiros podem ser usados quando são compatíveis e atendem às normas de segurança. No Brasil, procure carregadores homologados pela Anatel e vendidos por fornecedores confiáveis.

Também confira o estado do cabo: continuar usando um fio descascado ou um conector torto, mesmo que ainda carregue, não é uma boa economia. Ao identificar danos, substitua o acessório em vez de improvisar para mantê-lo funcionando.

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Limpar a tela com produtos inadequados Aproveitar o limpa-vidros usado na janela para tirar as marcas do celular parece prático, mas pode danificar a tela.

Produtos domésticos, solventes e materiais abrasivos podem desgastar o revestimento oleofóbico, uma camada que ajuda a repelir a gordura dos dedos. Com isso, a superfície pode ficar mais marcada e difícil de limpar.

Água sanitária e outras misturas de limpeza também devem ficar longe do aparelho. Produtos de limpeza inadequados podem danificar o revestimento que ajuda a reduzir marcas de dedo na tela

Reprodução/Shutterstock Para a limpeza cotidiana, desligue o celular, desconecte os cabos e use um pano de microfibra macio, sem fiapos.

Quando necessário e permitido pelo fabricante, umedeça levemente o pano com água. Evite borrifar líquidos diretamente no aparelho e não deixe a umidade chegar à entrada de carregamento, aos alto-falantes ou a outras aberturas.

O álcool não é proibido em todos os casos. Nos iPhones, por exemplo, é permitido usar suavemente lenços com álcool isopropílico a 70% ou álcool etílico a 75% nas superfícies externas.

Essa orientação não autoriza qualquer concentração, álcool em gel ou mistura caseira, nem vale automaticamente para todos os celulares. Antes de desinfetar o aparelho, confira o produto e o método indicados para o seu modelo.

5. Ignorar atualizações de segurança

Tocar em “lembrar depois” toda vez que aparece uma atualização pode parecer inofensivo, principalmente quando o celular continua funcionando normalmente. No entanto, esses pacotes não servem apenas para mudar o visual ou acrescentar recursos.

Eles também corrigem vulnerabilidades que podem ser exploradas por criminosos. Adiar continuamente a instalação deixa o aparelho sem proteções já disponibilizadas para ele.

Nesse caso, o prejuízo é diferente dos anteriores: deixar de atualizar não desgasta fisicamente a tela ou a bateria, mas pode comprometer a segurança do celular e dos dados armazenados. Um aparelho que ainda abre mensagens e redes sociais normalmente não está, necessariamente, protegido contra falhas conhecidas.

Atualizações de segurança corrigem vulnerabilidades e ajudam a proteger os dados armazenados no celular freepik

Em vez de dispensar o aviso por semanas, reserve um momento para instalar a atualização em uma rede Wi-Fi confiável, com carga suficiente para concluir o processo. Mantenha as atualizações automáticas ativadas, quando disponíveis, e confira periodicamente se há pacotes pendentes nas configurações.

O cuidado vale tanto para o sistema quanto para os aplicativos, que também recebem correções de segurança. Com informações de Apple (1, 2, 3 e 4), Samsung (1 e 2), Google (1 e 2), National Cyber Security Centre (NCSC) e Anatel

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