20º corpo é encontrado na Grande São Paulo desde setembro

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Corpo enrolado em cobertas é encontrado dentro de carro abandonado em zona de mata, na Grande SPReprodução A Polícia Militar localizou mais um corpo abandonado na Grande São Paulo, durante patrulha na madrugada de quarta-feira (21). O corpo de um homem foi encontrado no porta-malas de um carro deixado em meio à vegetação, próximo às margens da Estrada Borba Gato, no município de Itapecerica da Serra; desde setembro, 20 cadáveres foram encontrados na região.Dentro do veículo abandonado, a polícia encontrou também um documento de identidade e um boletim de ocorrência; o nome e a idade da vítima não foram divulgados.

O corpo apresentava sinais de tortura e estava enrolado em cobertas.A Delegacia de Itapecerica da Serra registrou o caso como morte suspeita e encontro de cadáver.Novos casos na capitalUm novo corpo foi encontrado na Marginal Tietê na última quinta-feira (22), em São Paulo. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, a vítima era um homem.O caso se soma a outras duas ocorrências registradas nos dias anteriores na capital paulista: o primeiro cadáver foi localizado em uma região de mata de difícil acesso nas proximidades da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, no bairro do Tremembé, Zona Norte; a outra ocorrência contava com restos mortais de uma mulher, encontrados também na Marginal Tietê.As investigações apontam que dois suspeitos, ainda não identificados, teriam deixado o corpo da mulher no local.Dentre o total de ocorrências, quatro foram registrados na Zona Sul da cidade, outros quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e dois na Zona Oeste.

Além da capital, quatro ocorrências aconteceram em cidades do ABC Paulista. Os municípios de Embu das Artes e Santana de Parnaíba também tiveram registros.A polícia já identificou o corpo de 11 homens e três mulheres.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a maior parte dos cadáveres tinha sinais de violência extrema.Uma parte das vítimas foi encontrada amarrada, queimada ou esquartejada. Os corpos que estavam enrolados em sacos e cobertores contabilizam sete dos vinte casos.De acordo com a polícia, algumas das vítimas já identificadas tinham antecedentes criminais por sequestro, roubo, tráfico de drogas e estupro.

Não foi informado quantas delas se enquadram nesse perfil.Hipótese de serial killer é descartadaO Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) declarou que não há elementos que apontem para a atuação de um assassino em série. Por mais que o nível de ocorrências tenha aumentado significativamente, a Polícia Civil também rejeita essa hipótese.A principal linha de investigação seguida pelos agentes é a ligação ao crime organizado, mais precisamente às execuções do chamado "tribunal do crime", atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), quando a facção julga e condena integrantes ou pessoas ligadas ao grupo.Por mais que a hipótese seja investigada, investigadores ainda avaliam que os casos têm motivações distintas.Suspeitos já foram investigados e os investigadores dos casos já solicitaram à Justiça a prisão de pelo menos um deles.

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