10 maiores empresas do agronegócio brasileiro faturam R$ 1,24 trilhão em 2025, alta de 11%, com JBS sozinha respondendo por R$ 480,58 bilhões e liderando ranking à frente de MBRF e Cargill

10 maiores empresas do agronegócio brasileiro faturam R$ 1,24 trilhão em 2025, alta de 11%, com JBS sozinha respondendo por R$ 480,58 bilhões e liderando ranking à frente de MBRF e Cargill - Foto
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As dez maiores empresas do agronegócio brasileiro alcançaram receita líquida conjunta de R$ 1,24 trilhão em 2025, crescimento de 11,08% em relação ao levantamento anterior. A liderança ficou com a JBS, que registrou faturamento de R$ 480,58 bilhões, seguida pela MBRF, com R$ 163,96 bilhões, e pela Cargill Alimentos, com R$ 115,29 bilhões.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas companhias ligadas ao comércio de produtos agrícolas e à produção de carnes. Os números fazem parte do Agro100, levantamento publicado pela revista Forbes Brasil, e foram apresentados em reportagem do g1.

A pesquisa também mostra que as 100 maiores companhias do setor somaram R$ 2,1 trilhões em receitas, enquanto seis dos sete segmentos analisados registraram crescimento superior à inflação. A JBS terminou 2025 na primeira posição do ranking das maiores empresas do agronegócio brasileiro.

A companhia, que atua no setor de carnes, registrou R$ 480,58 bilhões em receita líquida, o maior valor individual entre as empresas citadas no levantamento. O resultado coloca a JBS à frente das demais companhias em um ano marcado pela expansão das receitas do setor de proteína animal.

A diferença em relação à segunda colocada também é expressiva, considerando os valores divulgados pela Forbes Brasil. A MBRF conquistou a segunda posição entre as maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2025.

O faturamento informado para a companhia foi de R$ 163,96 bilhões, conforme o ranking Agro100. A empresa integra o segmento de proteína animal, que apresentou um dos maiores crescimentos de receita entre as atividades analisadas.

O desempenho desse setor está entre os fatores que contribuíram para a expansão do faturamento conjunto das maiores empresas. A Cargill Alimentos aparece na terceira colocação do levantamento referente ao desempenho de 2025.

A companhia registrou R$ 115,29 bilhões em receita líquida, completando o grupo das três maiores empresas do agronegócio brasileiro. O ranking evidencia a presença de grandes companhias ligadas às cadeias de alimentos, carnes e comercialização de produtos agrícolas.

JBS, MBRF e Cargill concentram os maiores valores individuais destacados na pesquisa. Os valores apresentados para JBS, MBRF e Cargill permitem dimensionar a concentração de receitas entre as primeiras colocadas.

Somadas, as três companhias alcançaram R$ 759,83 bilhões em 2025. Esse resultado representa aproximadamente 61,3% dos R$ 1,24 trilhão registrados pelo grupo das dez maiores empresas.

A comparação considera exclusivamente a receita líquida divulgada no levantamento e não representa participação de mercado, lucro ou valor de patrimônio das companhias. O faturamento combinado das dez primeiras colocadas cresceu 11,08% na comparação com o levantamento anterior.

A receita líquida conjunta chegou a R$ 1,24 trilhão, consolidando a participação dessas companhias entre as maiores operações empresariais do agronegócio nacional. O indicador utilizado é a receita líquida, que não deve ser confundida com lucro.

Uma empresa pode apresentar faturamento elevado sem que esse valor represente o resultado financeiro disponível após todos os custos e despesas. A pesquisa da Forbes Brasil também analisou o desempenho de um grupo mais amplo de companhias.

Considerando as 100 maiores empresas do agronegócio, o faturamento conjunto alcançou R$ 2,1 trilhões em 2025. O valor representa um crescimento de 13,45% em relação ao ano anterior.

A expansão percentual das 100 maiores foi superior à registrada pelo grupo das dez primeiras colocadas, que apresentou alta de 11,08%. Os números mostram que o crescimento das receitas não ficou restrito às empresas posicionadas no topo do ranking.

O segmento de comércio e tradings apresentou o maior crescimento entre as atividades destacadas pelo levantamento. As empresas desse grupo registraram aumento de 23,51% na receita em 2025.

As tradings atuam na compra, venda e exportação de produtos agrícolas, incluindo soja e milho. Essas companhias participam da comercialização da produção brasileira e da conexão entre produtores nacionais e compradores de outros países.

O desempenho colocou o segmento na liderança da expansão de receitas entre as atividades analisadas. O segundo maior crescimento destacado pela pesquisa ocorreu no setor de proteína animal.

As companhias desse segmento registraram alta de 16,37% na receita durante 2025. O grupo inclui frigoríficos e empresas responsáveis pelo processamento de carnes, como JBS, MBRF e Minerva.

A expansão do segmento contribuiu para o desempenho das maiores companhias do agronegócio brasileiro. A presença de JBS e MBRF nas duas primeiras posições do ranking demonstra a importância dessas operações entre as empresas de maior faturamento.

O setor de agroenergia também apresentou desempenho positivo durante 2025. Segundo o levantamento, as empresas desse segmento registraram crescimento de 13,37% na receita.

O grupo reúne atividades relacionadas à produção de etanol e outros biocombustíveis. A expansão colocou a agroenergia entre os segmentos que contribuíram para o avanço das receitas do agronegócio.

O resultado foi inferior ao registrado por comércio e tradings e por proteína animal, mas permaneceu entre os destaques positivos apresentados na pesquisa. As empresas do segmento de alimentos e bebidas também registraram crescimento no período analisado.

O faturamento dessas companhias apresentou alta de 7,2% em 2025, segundo os dados divulgados. O resultado ficou abaixo dos percentuais apresentados por comércio e tradings, proteína animal e agroenergia.

Ainda assim, o desempenho integra o crescimento observado entre as diferentes atividades do agronegócio brasileiro. A pesquisa mostra que seis dos sete segmentos acompanhados registraram aumento de receita superior à inflação durante o ano.

O levantamento Agro100 dividiu as atividades analisadas em sete segmentos. Desses grupos, seis registraram crescimento de receita superior à inflação em 2025.

A informação indica que a maior parte das atividades acompanhadas apresentou expansão nominal suficiente para superar a variação dos preços no período. O desempenho, entretanto, não foi uniforme entre os setores.

Enquanto comércio e tradings lideraram os avanços, a indústria de celulose apresentou o resultado mais fraco na comparação com a inflação. A indústria de celulose apresentou desempenho inferior ao dos demais segmentos analisados.

Segundo o levantamento, foi o único dos sete grupos que não conseguiu registrar crescimento de receita acima da inflação em 2025. O resultado foi afetado pela desvalorização da matéria-prima no mercado internacional.

A queda das cotações exerceu pressão sobre a rentabilidade das companhias que atuam nesse segmento. A diferença de desempenho mostra que a expansão do agronegócio não ocorreu com a mesma intensidade em todas as atividades.

O mercado internacional de celulose enfrentou um período de preços mais baixos no começo de 2025. Segundo a pesquisa, a cotação da matéria-prima chegou a ficar abaixo de US$ 500 por tonelada.

Esse patamar pressionou a rentabilidade das empresas do setor, contribuindo para seu desempenho mais fraco. A desvalorização ajuda a explicar por que a indústria de celulose não acompanhou o crescimento acima da inflação observado nos outros seis segmentos.

O indicador considera o preço internacional da matéria-prima, não o faturamento individual das companhias. A Suzano, companhia ligada à indústria de celulose, aparece na décima posição do ranking das maiores empresas do agronegócio brasileiro.

A presença da empresa entre as dez primeiras colocadas ocorre apesar do desempenho mais fraco de seu segmento em 2025. O levantamento distingue, portanto, dois aspectos: o tamanho do faturamento individual das companhias e a evolução das receitas dos setores em que atuam.

Uma empresa pode permanecer entre as maiores do país mesmo quando sua atividade econômica apresenta crescimento inferior ao registrado por outros segmentos. O levantamento Agro100 consolidou um faturamento de R$ 2,1 trilhões entre as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2025, crescimento de 13,45% na comparação anual.

Dentro desse grupo, as dez primeiras colocadas somaram R$ 1,24 trilhão. A JBS permaneceu na liderança, com R$ 480,58 bilhões, seguida pela MBRF e pela Cargill Alimentos.

O comércio e as tradings apresentaram a maior expansão setorial, de 23,51%, enquanto a celulose foi a única atividade entre as sete analisadas que não superou a inflação.

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