Zema comemora desempenho da direita e anuncia que estará contra o PT no segundo turno: 'Missão concluída'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Após votar pela manhã em Araxá e acompanhar a apuração ao longo do dia em Belo Horizonte, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) se manifestou pela primeira vez após a derrota nas eleições presidenciais de 2026. Com 98,92% das urnas apuradas, Zema recebeu 0,28% dos votos. Apuração em tempo real: Veja como acompanhar ao vivo os resultados 'Valem as regras': TRE-MG diz que vai apurar uso de celular por Romeu Zema dentro da cabine de votação Em depoimento na capital mineira, Zema falou sobre sua campanha e anunciou ao PT no segundo turno da disputa nacional, embora não tenha citado diretamente o nome de Flávio Bolsonaro (PL). — Muito satisfeito com os resultados da eleição. Deu para perceber claramente um avanço da direita muito maior do que as pesquisas apontavam — disse Zema. — Com este avanço da direita, os intocáveis devem estar tremendo. Onde tivermos PT no segundo turno, estarei conta o PT.

Zema também comemorou o fato do Novo atingir o necessário para cumprir a cláusula de barreira, com a eleição de "três senadores e de oito ou mais deputados federais". Em post publicado nas redes, ele escreveu: "Missão concluída. Partido Novo atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. Sempre contra o PT. Meu muito obrigado a todos. Que Deus abençoe o Brasil." Uso de celular Durante a votação, pela manhã, Zema entrou com um celular na cabine. O uso do aparelho durante o voto é proibido pelas regras da Justiça Eleitoral. Segundo o magistrado, as circunstâncias do caso ainda precisam ser analisadas antes de qualquer decisão. A violação do sigilo do voto pode configurar crime eleitoral e levar a pena de detenção, mas uma eventual responsabilização depende de denúncia formal apresentada pelo Ministério Público. Candidato a presidente pelo partido Novo, Romeu Zema descumpre regra ao votar com celular Reprodução/Globonews "Em primeiro lugar, valem as regras, e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir uma opinião, um veredito e uma decisão final. Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção", ressaltou o presidente do TRE-MG. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva do tribunal em Belo Horizonte, na qual Carlos Henrique Perpétuo Braga apresentou um balanço parcial das eleições em Minas Gerais. Questionado sobre o episódio, Zema afirmou que entrou com o celular na cabine "por hábito" e disse que não recebeu nenhum alerta antes de votar. O candidato também negou ter usado o aparelho durante o procedimento. "Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel", afirmou Zema.

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