Yanna Lavigne revela mudança no guarda-roupa após maternidade: 'Penso em praticidade, mas sem abrir mão da minha identidade e do meu estilo'
Entre a rotina de atriz, comunicadora, mãe e a tranquilidade do interior, Yanna Lavigne encontrou na moda uma maneira de expressar identidade, conforto e coerência. Para ela, vestir-se não significa sustentar uma imagem, mas acompanhar o corpo, o dia a dia e sua própria essência com autenticidade. Cada peça escolhida tem função e traduz sua personalidade, formando um estilo ao mesmo tempo prático e poético.
Mel Maia revisita 'Avenida Brasil' e destaca importância de Ritinha: 'Foi ali que entendi o que era ser atriz'
Lorena Comparato vive fase plural na carreira, entre séries, cinema e novos projetos: 'Não adianta só ter visibilidade, é preciso ter conteúdo'
"Existe um refinamento que não passa pelo excesso. Hoje meu guarda-roupa é mais honesto. Acredito que, com a maturidade, passei a não me vestir mais para sustentar uma imagem. Me visto para sustentar o dia e o meu conforto, do qual não abro mão. Estilo e estética podem caminhar juntos. Gosto de peças que têm função, que são confortáveis e traduzem quem eu sou. Acho que há menos excesso e mais identidade. Durante muito tempo, vestir era uma forma de se aproximar de uma ideia, de beleza, de pertencimento. Hoje, eu amo a ideia do caminho inverso: vestir como consequência daquilo que você é", conta ao GLOBO.
Yanna também observa que suas inspirações vão além da moda e dialogam com arquitetura, cinema e comportamento.
"Tenho olhado com atenção para esse movimento de retorno ao essencial: tecidos fluidos, modelagens mais soltas, uma certa ideia despretensiosa que vimos ganhar força em passarelas de marcas nacionais e internacionais. Minhas referências hoje não vêm só da moda. Vêm muito da arquitetura — essa ideia de espaço, respiro, proporção — e do cinema, principalmente quando a imagem não está tentando provar nada. Para mim, a tendência mais forte hoje é a coerência. A roupa precisa acompanhar a vida real, não o contrário", explica.
A maternidade, em especial, mudou radicalmente sua relação com as roupas: "A maternidade elimina qualquer ilusão de roupa desconectada da vida. Hoje eu penso em mobilidade e praticidade, mas sem abrir mão de me reconhecer como mulher e de manter meu estilo. Vestir o corpo que existe agora com mais gentileza."
Yanna Lavigne revela como maternidade e coerência mudaram seu guarda-roupa
Divulgação Fhilipe Ribeiro
Para Yanna, a confiança está ligada à coerência entre o que se veste e quem se é.
"Quando o que você veste faz sentido para a sua vida, você para de se ajustar o tempo inteiro, e isso dá uma sensação de segurança. Para mim, confiança hoje tem mais a ver com coerência do que com impacto, quando a roupa não entra em conflito com quem você é", destaca.
A atriz encara a moda como uma extensão da própria vida, e não apenas como produto ou tendência:
"Não me interessa a moda como produto isolado ou protocolo. Me interessa como linguagem, como extensão de um modo de vida, de um território, de uma forma de existir. Me interessa a moda para além do produto; talvez isso venha justamente da atuação. Como atriz, eu sempre me interessei pelo que está por trás da imagem: as tendências têm um papel importante, capturam o espírito do tempo. Mas o que me move é como cada pessoa traduz isso de forma própria, com verdade. Isso é a assinatura da moda", declara.
