O próximo presidente da República encontrará uma economia com baixo crescimento e inflação persistente. Em relatório divulgado nesta segunda-feira, 19, a XP Investimentos manteve a previsão de expansão de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2027, abaixo do consenso de mercado, que caiu de 1,40% para 1,32%. Assinado pelos economistas Alexandre Maluf e Henrique Raguza, o documento destaca que a expectativa de crescimento para o próximo ano atingiu o menor patamar desde que o Banco Central começou a coletar as projeções para 2027, em março de 2023, quando a estimativa era de 2%.
A avaliação da XP é que o endividamento elevado das famílias e das empresas, combinado com condições ainda restritivas de crédito, continuará limitando o consumo e a atividade econômica. A instituição prevê crescimento de 1,7% neste ano, seguido de uma desaceleração para 1% em 2027.
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O quadro é agravado pela resistência da inflação. Enquanto a mediana das projeções para o IPCA de 2027 subiu para 4,32%, a XP trabalha com uma alta ainda maior, de 4,4%. A instituição identifica riscos adicionais relacionados aos efeitos do El Niño sobre os preços e à defasagem dos combustíveis.
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Apesar da perspectiva de desaceleração, a XP avalia que o Banco Central poderá prosseguir com a redução gradual dos juros. A instituição projeta a Selic em 11,5% em meados de 2027, enquanto o consenso do Focus aponta taxa de 12% ao final do ano.
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Os números evidenciam uma das principais dificuldades econômicas que aguardarão o vencedor do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: recuperar o crescimento sem reacender uma inflação que, mesmo com juros elevados, segue distante da meta de 3% perseguida pelo Banco Central.
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