A Xiaomi apresentou na China a Mijia Electric Toothbrush 2 Pro, uma escova de dentes elétrica que mantém o preço de 249 yuan do modelo anterior com ecrã a cores, mas acrescenta um conjunto de melhorias técnicas. A informação foi divulgada pelo Gizmochina, que cita a página de produto da Xiaomi.
Para já, não há qualquer indicação sobre chegada ao mercado europeu ou português. O que salta à vista é o ecrã a cores no cabo.
Não é uma estreia da Mijia, já que a Mijia Sonic Vibration Electric Toothbrush Pro foi o primeiro modelo da submarca com este tipo de visor. A diferença está no que o ecrã mostra e na forma como se articula com o resto do sistema.
A Xiaomi promete tempo de escovagem e cobertura em tempo real, com mensagens que pedem para repetir uma zona específica, avisam quando o tempo é curto ou confirmam quando a cobertura foi boa. A sessão predefinida dura quatro minutos.
A maioria das escovas elétricas com temporizador limita-se a dividir os dois minutos recomendados em quatro quadrantes. A proposta da Xiaomi vai mais longe ao tentar mapear a cobertura da boca e devolver instruções concretas, como pedir para escovar novamente a zona inferior direita.
É uma abordagem que faz sentido num produto de higiene oral: o problema mais comum não é a falta de potência, mas a distribuição irregular do tempo e da pressão. O ecrã a cores permite esse tipo de feedback de forma mais legível do que os tradicionais LEDs.
A questão é saber se a informação é precisa o suficiente para não se tornar ruído. A fonte não detalha como a escova deteta a posição na boca, nem que sensores usa para estimar a cobertura.
Sem esses dados, o ecrã vale pelo que mostra, mas não é possível avaliar a fiabilidade do mapeamento. A monitorização de pressão bidirecional é, tecnicamente, a melhoria mais relevante.
A escova tem luzes que avisam quando se está a pressionar demasiado ou demasiado pouco. No primeiro caso, reduz automaticamente a frequência de vibração para aliviar a força sobre os dentes e as gengivas.
É uma salvaguarda concreta contra um erro frequente, sobretudo em utilizadores que vêm de escovas manuais e tendem a aplicar força excessiva. O aviso de pressão insuficiente é menos comum e tem lógica: uma escovagem demasiado leve também não remove placa de forma eficaz.
Ao cobrir os dois extremos, a Xiaomi tenta responder a um espetro de utilização que vai do utilizador nervoso ao utilizador distraído. A eficácia real dependerá da calibração do sensor, algo que a fonte não permite aferir.
A escova usa o sonic vibration motor 2.0 da Xiaomi, que a empresa descreve como capaz de remover placa de forma eficiente. Suporta vários padrões de vibração, cada um associado a um modo de escovagem.
A cabeça foi redesenhada com uma estrutura de absorção de choque em borracha macia e um formato mais flexível, para seguir os contornos da boca. São melhorias de conforto, não necessariamente de desempenho bruto.
A autonomia anunciada é de até 190 dias. É um número elevado para uma escova elétrica com ecrã, mas a fonte não especifica as condições de teste.
Sem saber se o valor corresponde a uma utilização de dois minutos duas vezes por dia, com ou sem ecrã ativo, o dado deve ser lido como uma indicação máxima e não como uma promessa de uso real. O carregamento é feito por USB Type-C e demora cerca de seis horas para carga completa.
A certificação IPX8 permite lavar o cabo sob água corrente. O preço de venda recomendado é de 249 yuan, com uma campanha de crowdfunding a 179 yuan.
A fonte converte estes valores para cerca de 35 e 25 dólares, respetivamente. A Xiaomi mantém assim o preço do modelo anterior com ecrã a cores, apesar das melhorias.
É uma estratégia de continuidade: em vez de subir o preço, a empresa reforça o produto no mesmo patamar. Para Portugal, a informação disponível é insuficiente.
As fontes consultadas não indicam preço em euros, data de lançamento europeia, lojas ou operadores. Também não há confirmação sobre a venda de cabeças de substituição fora da China, um fator decisivo no custo a longo prazo de qualquer escova elétrica.
Sem esses dados, qualquer comparação de preço com o mercado português seria especulativa. A Mijia Sonic Vibration Electric Toothbrush Pro foi a primeira escova Mijia com ecrã a cores e custava os mesmos 249 yuan.
A nova 2 Pro acrescenta monitorização de pressão bidirecional, um motor atualizado, uma cabeça com absorção de choque e um ecrã que dá instruções mais específicas sobre cobertura. São diferenças verificáveis, mas a fonte não permite comparar desempenho real entre os dois modelos.
Não há dados de testes independentes, nem especificações detalhadas do motor anterior. A leitura editorial possível é que a Xiaomi está a transformar a escova elétrica num produto de feedback em tempo real, mais próximo de um wearable de higiene oral do que de um simples motor com temporizador.
O ecrã e os avisos de pressão são a face visível dessa estratégia. A dúvida é se o utilizador comum precisa de tanta informação ou se acaba por ignorar o ecrã depois das primeiras semanas.
A resposta só se saberá com utilização prolongada, algo que as fontes não documentam. Ficam três questões materiais.
Primeira: a autonomia de 190 dias não tem condições de teste especificadas, pelo que o valor deve ser tratado como máximo teórico. Segunda: não há indicação sobre disponibilidade europeia, preço em euros ou suporte de cabeças de substituição fora da China.
Terceira: a fonte não explica como a escova estima a cobertura da boca, o que impede avaliar a fiabilidade do ecrã. Para quem compra em Portugal, a decisão terá de esperar por informação oficial da Xiaomi Europa.
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Android Geek