O Wegovy, medicamento para tratamento da obesidade da farmacêutica Novo Nordisk, ajudou duas em cada cinco crianças pequenas a perder peso suficiente para deixar de ser classificadas como obesas em um novo estudo. Hoje, o fármaco é aprovado somente a partir dos 12 anos. 'Me sinto como se tivesse 39': Aos 101 anos, mulher surpreende pela rotina ao trabalhar, dirigir e dançar 'Eles mexiam lá em Barretos e viam meu intestino aqui em RO em uma tela', diz aposentado submetido à 1ª telecirurgia robótica do SUS A maioria das crianças que participaram do ensaio clínico (85%) apresentava, no início dos testes, um índice de massa corporal (IMC) correspondente a uma faixa de obesidade grave. Após cerca de um ano, 40% daquelas que receberam o Wegovy deixaram de ser classificadas como obesas. As idades variavam de mais de 6 anos a menos de 12 anos. Os participantes que receberam Wegovy utilizaram, em uma injeção semanal, uma dose do medicamento máxima de 1,7 mg ou 2,4 mg de semaglutida (princípio ativo do medicamento), com base no peso que tinham no início do estudo. Por outro lado, nenhum dos voluntários do grupo que recebeu placebo deixou de se enquadrar na classificação de obesidade, embora tenham recebido um programa de exercícios e uma dieta com redução de calorias.
Costuma roer as unhas no dia a dia? Veja 6 consequências para a saúde que o hábito pode causar Em estudos anteriores, o Wegovy já havia se mostrado eficaz e seguro para crianças mais velhas, motivo pelo qual foi aprovado a partir dos 12 anos. Mas este é o primeiro ensaio clínico a analisar seus efeitos em crianças pequenas.
Além da eficácia, a segurança e a tolerabilidade do tratamento entre os mais novos também foram consistentes com as observadas nos estudos com adultos e adolescentes. “A obesidade infantil é particularmente preocupante devido aos impactos imediatos e duradouros sobre a saúde, incluindo uma forte predisposição à obesidade na vida adulta e um risco aumentado de surgimento precoce de complicações relacionadas à obesidade”, diz Ania M. Jastreboff, professora de Medicina na Universidade de Yale, onde dirige o Centro de Pesquisa sobre Obesidade, que participou do estudo, em nota. Segundo o último atlas da Federação Mundial da Obesidade, estima-se que 177 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade em 2025, número que deve aumentar para 228 milhões até 2040. No Brasil, projeções do atlas indicam que, até 2040, metade das crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos terão excesso de peso, 11,9% com obesidade.
O Globo