Bebê de 6 semanas morre de sarampo nos EUA

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Autoridades do condado de Lancaster, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, determinaram que uma criança de seis semanas de idade morreu de sarampo. A vítima tinha uma rara doença genética chamada microcefalia Amish, que pode tornar uma criança mais vulnerável a infecções respiratórias, disse na sexta-feira o legista do condado, Stephen Diamantoni. O óbito ocorreu no mês passado. Na última semana, autoridades estaduais chegaram a anunciar duas mortes por sarampo em Lancaster, em meio a um surto em crescimento que já deixou 540 pessoas doentes e levou mais de 90 a serem hospitalizadas na região. No país, já são 3,2 mil casos de sarampo registrados neste ano, o pior cenário em mais de três décadas. No entanto, uma controvérsia começou quase imediatamente após o anúncio dos dois óbitos. Diamantoni disse que seu escritório havia recebido apenas um possível caso, de um recém-nascido que testou positivo para o vírus e morreu pouco depois do parto e que ainda não havia sido confirmado como causado pelo sarampo. Nas redes sociais, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por posturas negacionistas e antivacinas, acusou as mortes de terem sido “fabricadas” por um funcionário do governador democrata do estado, Josh Shapiro, de oposição ao atual governo federal. Erica Schwartz, nova diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), instruiu funcionários da agência a não incluir as duas mortes na contagem nacional de casos de sarampo da agência, rompendo com o procedimento habitual do CDC de aceitar os dados informados pelos estados. Na sexta-feira, o CDC intensificou ainda mais o conflito, afirmando em seu site que não possui nenhum registro que indique que “o sarampo seja a causa subjacente” das mortes. Em entrevistas, Diamantoni disse que, após o anúncio das autoridades estaduais, seu escritório iniciou uma investigação para obter mais informações sobre o segundo caso. Ele descobriu a criança com microcefalia Amish e afirmou estar confiante de que o sarampo contribuiu para a morte, com base em uma análise dos prontuários médicos da criança.

Diamantoni afirmou que a clínica que tratou a criança não encaminhou o caso ao legista porque a morte não foi inesperada: crianças com essa condição genética normalmente morrem dentro de alguns meses, muitas vezes em decorrência de uma doença viral. As autoridades estaduais de saúde não confirmaram se a criança de seis semanas era uma das duas mortes anunciadas na semana passada. Diamantoni acredita que o sarampo não contribuiu para a morte da primeira criança, o recém-nascido que testou positivo para sarampo e cuja causa imediata da morte foi uma laceração do baço. As autoridades estaduais de saúde descreveram o caso como uma “morte associada ao sarampo”, já que o baço pode aumentar de tamanho em resposta a uma infecção por sarampo, tornando-se mais vulnerável a lesões e ruptura.

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