WEG (WEGE3): margens decepcionam, expõem pressão de custos e ações caem 7% após 3T

WEG (WEGE3): margens decepcionam, expõem pressão de custos e ações caem 7% após 3T - Foto
Fonte da notícia: Info Money Info Money

A WEG (WEGE3) iniciou a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26) apresentando um resultado misto, com crescimento de receita e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) sustentado principalmente pelos mercados internacionais, mas com margens abaixo das expectativas de parte dos analistas em meio a pressões de custos, câmbio e despesas ligadas à expansão de capacidade. Com isso, nesta quarta-feira (21), as ações WEGE3 caíram 7,34%, a R$ 45,21, entre as maiores quedas do Ibovespa na sessão. A fabricante reportou lucro líquido de R$ 1,665 bilhão, alta de 0,9% na comparação anual, enquanto o Ebitda avançou 3,1%, para R$ 2,345 bilhões. A receita operacional líquida cresceu 5,7%, alcançando R$ 10,86 bilhões. Já a margem Ebitda ficou em 21,6%, recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.Na avaliação do Bradesco BBI, os números foram ligeiramente positivos, apontando a aceleração do crescimento da receita, especialmente na divisão de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD), impulsionada pela forte demanda internacional por transformadores e geradores. O crescimento orgânico da receita, excluindo efeitos cambiais e aquisições, acelerou para cerca de 9%, ante 5% no segundo trimestre.O principal destaque continuou sendo o mercado externo, com as vendas internacionais crescendo 8,3% em reais e 14,8% em dólares, respondendo por 62,5% da receita consolidada, a maior participação já registrada pela companhia. A América do Norte foi novamente o principal motor de crescimento, com expansão de 31,1% das receitas em dólares, beneficiada pela forte demanda por transformadores para redes elétricas e por geradores voltados a data centers.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quartaÍndices futuros dos EUA operam mistos em meio à temporada de balanços Enquanto isso, o mercado doméstico voltou a crescer, mas em ritmo mais moderado. A receita brasileira avançou 1,8% na comparação anual, apoiada por entregas de projetos de ciclo longo nas áreas de transmissão e distribuição de energia e automação industrial. Por outro lado, os segmentos de ciclo curto mostraram sinais de desaceleração, refletindo atividade industrial mais fraca e postergação de investimentos por clientes locais.Se a receita foi vista como um ponto positivo, as margens ficaram sob maior escrutínio, com o JPMorgan classificando o resultado como mais fraco do que o esperado, destacando que a margem Ebitda de 21,6% ficou 0,5 ponto percentual abaixo de suas projeções e 0,4 ponto abaixo do consenso de mercado, atingindo o menor patamar desde o primeiro trimestre de 2025.O recuo da rentabilidade foi atribuído ao aumento dos custos de matérias-primas, especialmente cobre, às tarifas de importação nos Estados Unidos e às despesas adicionais com pessoal decorrentes das novas fábricas que estão entrando em operação. A margem bruta caiu para 32,9%, enquanto a companhia ainda enfrenta impactos negativos da valorização do real sobre as receitas geradas no exterior.Leia mais: – Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira– Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoPara o Goldman Sachs, os resultados ficaram praticamente em linha com as expectativas. O banco destacou que o efeito cambial continua sendo um importante obstáculo para o crescimento reportado da companhia, uma vez que cerca de 60% das receitas são geradas fora do Brasil. A apreciação do real frente ao dólar retirou aproximadamente quatro pontos percentuais do crescimento potencial da receita no trimestre, segundo os analistas.Apesar da pressão de curto prazo sobre as margens, os analistas continuam vendo sinais positivos para os próximos trimestres. O Bradesco BBI avalia que as novas capacidades de produção de transformadores, especialmente nos Estados Unidos, México e Colômbia, devem contribuir para uma aceleração do crescimento da receita e para uma melhora gradual do mix de produtos, favorecendo a rentabilidade.A empresa investiu R$ 950,4 milhões no trimestre, o maior volume em sete trimestres, direcionando a maior parte dos recursos para expansão internacional. Ao mesmo tempo, encerrou setembro com posição de caixa líquido de R$ 2,54 bilhões e retorno sobre o capital investido (ROIC) de 33,2%, ainda em um nível considerado elevado pelos analistas. WEG (WEGE3): margens decepcionam, expõem pressão de custos e ações caem 7% após 3T

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Info Money