Motoristas que circularam por algumas regiões de Campinas, em São Paulo, nos últimos dias encontraram uma situação incomum no mapa do Waze: diversos ícones de alerta de segurança apareciam concentrados em determinados pontos da cidade.
O que parecia indicar possíveis ocorrências de segurança tinha, na verdade, outra explicação.
Alguns usuários passaram a utilizar a ferramenta de “insegurança” do aplicativo para sinalizar pontos onde havia materiais de campanha.
A prática ganhou repercussão nas redes sociais e levou o Waze a desativar temporariamente o recurso de alerta de segurança no Brasil.
Segundo a plataforma, os registros eram falsos e contrariavam as políticas de uso do aplicativo.
Como funciona o alerta de segurança do Waze?
Disponibilizado pelo Waze em 2025, o recurso permite que motoristas avisem outros usuários sobre locais onde identificaram situações de insegurança.
O alerta aparece no mapa por meio de um personagem associado ao perigo e funciona de forma colaborativa.
A ferramenta foi criada para indicar situações como roubos, furtos, vandalismo e outros riscos percebidos pelos motoristas durante os deslocamentos.
Com o início da propaganda eleitoral para as eleições de 2026, em 16 de agosto, alguns usuários passaram a usar o botão de “insegurança” para marcar locais com materiais de campanha.
Os registros apareciam para outros motoristas como alertas de segurança, dando a entender que havia algum tipo de risco na região.
O uso da ferramenta para essa finalidade não corresponde à função original do recurso.
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Waze suspendeu a função no Brasil
Após identificar os registros, o Waze retirou temporariamente a possibilidade de enviar alertas relacionados à segurança no Brasil.
A empresa afirmou que usuários estavam fazendo denúncias falsas, em desacordo com as regras da plataforma.
Até o momento, não foi informada uma data para o retorno da funcionalidade.
Os demais tipos de alertas colaborativos do Waze continuam disponíveis normalmente.
A plataforma mantém políticas para combater informações falsas ou incorretas, já que os avisos enviados por usuários são compartilhados com outros motoristas que utilizam o aplicativo.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
