A futura Vylor, empresa de sementes e genética que será criada a partir da separação da multinacional Corteva, prevê gerar mais de US$ 2 bilhões em receita adicional até 2035 com um novo pipeline de milho que inclui um trait (evento tecnológico) inédito de produtividade e estabilidade, novas tecnologias contra insetos e um milho editado geneticamente resistente a quatro doenças.
A Vylor será a empresa resultante da separação do negócio de sementes e genética avançada da Corteva.
A separação está planejada para ocorrer no dia 1º de outubro, segundo a multinacional.
A Corteva continuará com proteção de cultivos e outros negócios.
Em maio, a companhia havia informado que a Vylor reuniria mais de 4 mil patentes de germoplasma e mais de 2 mil patentes de biotecnologia.
"Nosso pipeline muda o jogo até 2035 com o primeiro trait de produtividade e estabilidade de produtividade da indústria, que em breve será incorporado ao nosso portfólio de milho de próxima geração", disse o diretor de tecnologia da futura Vylor, Sam Eathington.
Em testes de campo realizados nas Américas, essa tecnologia registrou um ganho médio adicional de três bushels por acre (o equivalente a 202 quilos por hectare), de acordo com ele.
Entre as novas tecnologias, a Vylor prevê para 2028 o lançamento na América Latina de uma plataforma voltada ao controle da lagarta-do-cartucho, uma das principais pragas do milho.
O produto combinará dois novos modos de ação contra o inseto com tecnologias de tolerância a herbicidas e o novo trait de produtividade.
Os lançamentos terão continuidade até o fim da década em diversas regiões, incluindo a tecnologia de milho transformada por edição gênica e com resistência a múltiplas doenças.
Serão lançadas sete novas plataformas tecnológicas para milho até 2035, que estarão presentes em produtos correspondentes a 90% dos negócios do cereal na empresa, informou a companhia.
"O roteiro de inovação para os próximos anos busca fortalecer a liderança da Vylor no mercado de milho nas principais regiões, ampliar as opções e a flexibilidade para os agricultores e gerar crescimento de longo prazo com menor dependência do pagamento de royalties", informou a empresa, em comunicado.
