Foto: Renato Pizzutto/Band O comentarista do Canal Rural, João Henrique Hummel, considera que as redes sociais e os resultados do 1º turno, bem como as pesquisas de 2º turno, mostram que a maior parte da população fez um voto de reprovação e desagravo ao governo Lula e não necessariamente um endosso a Flávio Bolsonaro.
“É um voto de desacordo à administração Lula. Acredito que ele ouviu isso e mudou [a tática de campanha].
Foi agressivo, mas terá que ser pragmático. Ele viu que tudo o que fez não agradou à população.”
Para o comentarista, independente do vencedor do pleito (o Canal Rural está acompanhando em tempo real), o presidente do ciclo 2027-2030 precisará olhar para os problemas brasileiros de forma pragmática. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“É preciso que entendam que se o agro for mal, todos os outros setores também vão porque é o agro quem traz divisas ao país e evita crises cambiais, é onde o país tem vantagem competitiva, é o setor que fortalece a balança comercial brasileira”, ressalta. Hummel acredita que o chefe do Executivo terá problemas de curto prazo para resolver no setor, como reduzir os pedidos de recuperação judicial e endividamento dos produtores, mas, principalmente, questões estruturantes de longo prazo.
“Está na hora de o governante, independente de quem ganhe, pensar na industrialização do agro para agregar valor à agropecuária brasileira. Os biocombustíveis vem crescendo essa possibilidade, mas precisamos de políticas que incentivem mais essa industrialização.
Também problemas de déficit de armazenagem, logística, crédito e taxa de juros.” O comentarista disse, ainda, que o Brasil está há um longo período com a taxa Selic superior a dois dígitos (desde fevereiro de 2022, quando o Copom elevou para 10,75% ao ano).
“Essa taxa deixa a vida das pessoas insustentável. Nenhum dos dois candidatos falou desse tema porque as soluções que precisam ser tomadas são ‘amargas'”, destacou.
Canal Rural