O deputado federal Danilo Forte (PP-CE) afirmou neste domingo (25.out.2026) que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação do 2º turno em determinadas localidades poderá provocar questionamentos ao resultado da eleição presidencial.
Segundo ele, a medida cria insegurança jurídica e amplia a instabilidade política no país. Em entrevista à live especial Poder Eleições, transmitida ao vivo no canal do Poder360 no YouTube, Forte criticou a interferência do Supremo no processo eleitoral e defendeu que fosse mantido o horário de encerramento estabelecido anteriormente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“O que é que vai acontecer? Ninguém vai aceitar esse resultado. Vai criar mais disputa, mais confusão, tanto no eleitor como na briga judicial”, declarou.
Assista à entrevista (14min36): O deputado afirmou que a decisão poderá gerar contestações independentemente de quem vencer a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na avaliação de Forte, o STF deveria ter respeitado o entendimento inicial do TSE, mesmo diante de problemas regionais de transporte, infraestrutura ou condições climáticas. “O Brasil precisa de respeito.
O Brasil não é uma republiqueta”, disse. Questionado sobre o fato de o PL também ter solicitado a prorrogação da votação, o deputado afirmou que a concordância dos candidatos não deveria se sobrepor às regras eleitorais.
Assista à live Poder Eleições deste 2º turno: CONVERSA COM HUGO MOTTA
Forte afirmou que procuraria o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a situação e possíveis encaminhamentos institucionais. O congressista disse que ainda não havia conseguido conversar com Motta, mas relatou ter recebido manifestações de preocupação de outros deputados.
“Estou agora, inclusive, indo para a casa dele”, afirmou. Segundo Forte, a Câmara deve assumir um papel nas discussões sobre a decisão do Supremo e seus possíveis efeitos sobre a eleição.
O deputado não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas pelo Legislativo nem anunciou uma iniciativa formal para contestar o resultado. REFORMA DO JUDICIÁRIO
Forte defendeu que a próxima legislatura priorize uma reforma do Poder Judiciário. Entre as mudanças propostas, citou a revisão do processo de indicação de ministros do STF e a restrição às decisões monocráticas.
O deputado afirmou que a escolha dos integrantes do Supremo deveria deixar de ser atribuição exclusiva do presidente da República, com participação dos Poderes Legislativo e Judiciário. Também defendeu que decisões individuais de ministros fossem permitidas apenas em situações excepcionais, como durante o recesso, com prazo para posterior análise pelo colegiado.
“O Supremo precisa voltar para a casinha dele, para discutir as questões de constitucionalidade e inconstitucionalidade perante o cumprimento da Constituição”, declarou. Segundo Forte, as mudanças seriam necessárias para reduzir conflitos entre instituições e recuperar a confiança da população no Judiciário.
Poder 360