Voleibol na Grande Florianópolis: paixão que precisa ter investimento para esse resgate acontecer

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A final da Supercopa Masculina lotou a Arena Multiuso de São José e mostrou o potencial do voleibol na Grande Florianópolis. Com a Elase campeã estadual e na Liga B nacional, o resgate é possível

A Arena Multiuso de São José foi palco de um grande evento na sexta-feira (23). Com arquibancadas lotadas, Sada Cruzeiro e Vôlei Renata/Campinas protagonizaram uma final emocionante da Supercopa Masculina de Vôlei, decidida no tie-break, com vitória mineira por 3 sets a 2.

O espetáculo dentro de quadra e a presença expressiva do público deixaram uma mensagem importante: a Grande Florianópolis tem espaço, torcida e paixão pelo voleibol de alto rendimento. É impossível acompanhar uma decisão desse porte e não recordar os tempos de Unisul e Cimed, quando Florianópolis ocupava lugar de destaque na elite nacional.

Foram equipes que ajudaram a consolidar a modalidade, conquistaram títulos, revelaram talentos e criaram uma identificação com o torcedor. O voleibol fazia parte do calendário esportivo da região da Grande Florianópolis, atraía público e colocava Santa Catarina no mapa das grandes competições brasileiras.

Essa história não pode ser esquecida, muito menos tratada apenas como uma lembrança de um período que ficou para trás. O sucesso de público na Supercopa reforça que existe potencial para recuperar parte desse protagonismo.

Evidentemente, não basta organizar um grande evento para reconstruir uma estrutura competitiva. É necessário planejamento, investimento, formação de atletas e, principalmente, continuidade.

Uma equipe de alto rendimento exige recursos para manter uma comissão técnica qualificada, montar um elenco competitivo e disputar uma temporada inteira em condições de enfrentar adversários que contam com estruturas consolidadas. Nesse cenário, a segunda temporada da Elase na disputa da Liga B masculina representa um passo importante.

O projeto mantém viva a presença da Grande Florianópolis no cenário nacional e oferece uma oportunidade para aproximar novamente o público do voleibol. A conquista do Campeonato Catarinense neste fim de semana fortalece ainda mais esse trabalho e demonstra que existe capacidade de competir e construir resultados dentro de quadra.

A Elase, porém, não pode carregar sozinha a responsabilidade de fazer o voleibol na Grande Florianópolis crescer. O projeto precisa do apoio do empresariado e do poder público para ganhar consistência e buscar novos objetivos.

O investimento no esporte não deve ser visto apenas como uma despesa, mas também como uma oportunidade de associar marcas a uma modalidade de grande apelo, incentivar a formação de jovens e fortalecer a representação esportiva da região. A Supercopa mostrou que o público está disposto a prestigiar o voleibol.

Agora, é preciso transformar essa resposta das arquibancadas em apoio concreto, com parceiros dispostos a investir e iniciativas capazes de garantir continuidade. A paixão existe, a história também e os projetos estão em andamento.

O que falta é unir essas forças para que a Grande Florianópolis volte a ocupar o espaço que já teve no voleibol brasileiro. Afinal, arquibancadas lotadas são um excelente começo, mas o verdadeiro desafio é fazer com que essa presença se transforme em um projeto duradouro dentro e fora das quadras.

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