Boeing só atingirá meta de produção do 737 no início de 2027, diz presidente

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Fonte da notícia: Valor Valor

O diretor-presidente da Boeing, Kelly Ortberg, afirmou nesta terça-feira (27) que a companhia só atingirá sua meta de produção de 47 jatos 737 por mês no ano que vem, um sério revés para a recuperação em curso da empresa. A companhia havia planejado atingir a meta no verão passado do Hemisfério Norte, mas isso só ocorrerá “no início do ano que vem”, disse Ortberg em entrevista à CNBC.

Em setembro, ele afirmou que a Boeing não estava conseguindo fabricar as asas das aeronaves com rapidez suficiente. As entregas do avião de corredor único são um dos principais motores da geração de caixa da Boeing.

Por volta das 11h36, as ações da fabricante americana de aviões caíam 5% na abertura do pregão na Bolsa de Nova York. No recorte mais amplo, a Boeing continua se recuperando de anos de crises e controvérsias que prejudicaram sua reputação, consumiram caixa e a deixaram com uma dívida elevada.

Durante o trimestre, a Boeing obteve a certificação do 737 Max 7 dos órgãos reguladores americanos, conquistou o contrato do caça de sexta geração F/A-XX da Marinha dos Estados Unidos e voltou a gerar fluxo de caixa livre positivo. A certificação do Max 10, de maior porte, veio em outubro.

“As expectativas estão aumentando, e é assim que deve ser. Temos uma base mais sólida do que há um ano, mas também temos mais trabalho a fazer para atender à nossa carteira de pedidos, fortalecer nossa cultura e melhorar a maneira como trabalhamos todos os dias”, disse Ortberg em um comunicado aos funcionários após a divulgação dos resultados.

A Boeing registrou prejuízo ajustado de US$ 0,34 por ação no trimestre encerrado em setembro, ante a expectativa do mercado de US$ 0,21, segundo dados compilados pela LSEG. A receita da Boeing Commercial Airplanes recuou ligeiramente, para US$ 10,7 bilhões, enquanto o prejuízo operacional ficou em US$ 697 milhões e a margem foi negativa em apenas 6,5%, ante uma margem negativa de 48,3% um ano antes.

A companhia atribuiu o desempenho às entregas de aviões menos rentáveis e ao aumento dos custos de produção, incluindo os de sua cadeia de suprimentos. Na divisão de defesa da Boeing, o aumento das entregas, a melhora do desempenho operacional e a venda de uma subsidiária por US$ 252 milhões contribuíram para um lucro trimestral de quase US$ 500 milhões, com margem operacional de 6,2%, acima dos 1,7% de um ano antes.

A Boeing Global Services teve lucro de US$ 1 bilhão e registrou margem operacional de 18,3%. A fabricante americana de aviões encerrou o trimestre com dívida líquida de US$ 25,2 bilhões, ligeiramente abaixo dos US$ 25,9 bilhões dos três meses anteriores e dos US$ 30,4 bilhões de um ano antes.

Boeing Bloomberg

Publicação Original Valor valor.globo.com
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