“Em 1986, Lula elegeu-se deputado federal por São Paulo, obtendo 652 mil votos – a maior votação naquele pleito. Dos 572 municípios do estado, ele recebeu votos em 568.
Em cidades industriais como as do ABC e Diadema, Osasco, Campinas, Santos, Franca e Sorocaba, ele foi o primeiro ou o segundo mais votado, o que mostra que sua candidatura foi reconhecida pela classe trabalhadora. (…).
Nas eleições de 1988, o PT surpreendeu, elegendo os prefeitos de importantes municípios brasileiros, como Luiza Erundina em São Paulo, cidade de 15 milhões de habitantes, na qual se concentram cerca de 50% da renda nacional. (…).
Em 1989, o PT lança Lula como seu candidato à sucessão presidencial. Apoiado pela Frente Brasil Popular, ele assume na campanha o Programa Alternativo de Governo, centrado nas questões essenciais ao desenvolvimento social do país, como a suspensão do pagamento da dívida externa, a reforma agrária, o aumento real do salário mínimo, o combate à inflação, a distribuição de renda, o controle da evasão de divisas, a estatização dos setores estratégicos da economia e a priorização de áreas como saúde, educação, transporte e moradia.
É a primeira vez na história do Brasil que a classe trabalhadora apresenta um programa de governo com candidato próprio à presidência da República.” [1] Neste histórico dia 25 de outubro de 2026, no segundo turno da eleição presidencial, foi a vitória do L.
Do L da Labuta. Do L da Laicidade.
Do L do Legado. Do L da Liberdade.
Do L da Liderança. Do L da Lucidez.
Do L da Luz. E, claro, do L de Lula, para o seu quarto mandato, com a vitória da Democracia e da Soberania Nacional.
Fonte [1] “Lula: biografia política de um operário”. Livro de Frei Betto de 1989.
Editora Clube do Livro Ltda. Estação Liberdade.
5ª Edição. 79 páginas.
Brasil 247