Vitor Freitas transforma experiência no Jiu-Jitsu em carreira na comunicação esportiva

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Fonte da notícia: Extra Extra

A trajetória de Vitor Freitas na comunicação esportiva começou a partir de uma tentativa de ajudar a própria irmã. Depois de conhecer o Jiu-Jitsu ainda jovem, por influência do pai, ele passou um período afastado da modalidade e, quando retornou, percebeu que não conseguiria conciliar a rotina com os treinos e as competições. Encontrou no jornalismo uma forma de continuar próximo do esporte e criou um blog para divulgar os resultados da irmã e buscar patrocinadores para a atleta. O trabalho ganhou outra dimensão depois de uma entrevista com Fernando Tererê, um dos principais nomes da história do Jiu-Jitsu. A reportagem teve repercussão e chegou à Graciemag, onde Vitor recebeu a oportunidade de trabalhar como estagiário. Permaneceu na publicação por quatro anos, período em que acompanhou o circuito da modalidade e adquiriu experiência na cobertura esportiva. Mais tarde, criou a própria agência de assessoria de comunicação. Em 2021, nasceu a VF Comunica, especializada em Jiu-Jitsu. “Desde então venho trabalhando e ajudando a documentar a história dos atletas, dando visibilidade às conquistas e impulsionando o crescimento do Jiu-Jitsu. É uma indústria gigante em construção”, afirmou Vitor. Ao acompanhar o esporte como jornalista, ele identificou uma diferença entre a quantidade de conteúdo produzido e a maneira como as histórias dos atletas e das competições eram apresentadas ao público. “Eu enxergava um mercado muito preocupado em mostrar o que acontecia, mas pouco preocupado em explicar por que aquilo importava. O Jiu-Jitsu já tinha grandes atletas, histórias e rivalidades. O que faltava era contexto, narrativa e distribuição.” Essa percepção passou a orientar o trabalho da VF Comunica. Em vez de concentrar a divulgação apenas nos resultados das competições, Vitor começou a trabalhar também com a trajetória dos atletas, as rivalidades e o contexto dos confrontos. Segundo ele, essas informações ajudam o público a entender quem está competindo e o que envolve cada luta. “Resultado chama atenção por um momento, mas história cria conexão.” Vitor também percebeu mudanças na forma como atletas, eventos e empresas lidam com a comunicação dentro do Jiu-Jitsu. A divulgação, antes concentrada principalmente nos resultados, passou a incluir conteúdos produzidos antes das competições, bastidores e informações sobre os personagens envolvidos. “Atletas passaram a entender que comunicação não era apenas postar uma foto depois da medalha. Eventos começaram a pensar mais em narrativa, bastidores e construção prévia. E empresas passaram a enxergar o Jiu-Jitsu não só como espaço de exposição, mas como uma comunidade capaz de gerar conexão e negócio.” Depois de cobrir centenas de eventos presencialmente, Vitor aponta uma mudança na atuação da VF Comunica como um dos momentos que marcaram sua trajetória profissional. A agência passou a ser chamada também para participar do planejamento da comunicação dos projetos, antes da realização dos eventos. “Pensar a história, o posicionamento, o conteúdo e a forma como aquilo chegaria ao público. Foi aí que eu percebi que o trabalho estava indo além da mídia. Estava ajudando o mercado a entender melhor o valor da própria comunicação.” Na avaliação de Vitor, o crescimento comercial do Jiu-Jitsu depende agora de ampliar o interesse pelos atletas e eventos para além dos resultados obtidos nas competições. Ele considera que a modalidade já dispõe de um circuito internacional, rivalidades e uma comunidade própria, mas ainda pode desenvolver melhor a apresentação desses elementos ao público e às empresas. “O esporte já tem atletas, eventos, rivalidades e uma comunidade global muito forte. O que falta agora é transformar tudo isso em marcas mais fortes, histórias mais bem contadas e produtos que tenham valor também fora da competição”, concluiu.

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