Virginia Fonseca passa horas no salão para ficar loira: afinal, quanto cuidado o cabelo exige?

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Chegar ao loiro pode ser uma transformação de muitas horas. Mantê-lo, porém, é um trabalho que continua longe do salão. O cabelo de Virginia Fonseca, que já apareceu em diferentes comprimentos e nuances, ilustra bem essa dinâmica: em uma de suas mudanças recentes, a influenciadora passou mais de oito horas no cabeleireiro para alcançar uma tonalidade ainda mais clara. O resultado, naturalmente, termina nas redes sociais. Para os fios, no entanto, é justamente aí que começa outra etapa. Bumbum de Virginia Fonseca: quanto custa chegar ao resultado? Especialistas explicam Virginia Fonseca: como o abdômen pode ficar tão definido após três gestações? A descoloração é um dos procedimentos químicos que mais exigem atenção porque altera a estrutura da fibra capilar. Quanto maior a intensidade do clareamento, maior tende a ser a necessidade de reposição e proteção para evitar que o cabelo perca resistência, brilho e maleabilidade. "O cabelo loiro exige mais cuidado porque a descoloração retira componentes importantes da fibra e o fio, por não ter atividade celular, não consegue se regenerar sozinho. Por isso, essa reposição precisa ser feita por meio dos tratamentos", explica Kelly Taise, cabeleireira e visagista do Espaço Hi. Segundo ela, o desafio não termina quando se chega à tonalidade desejada. "O segredo do loiro bonito não é só chegar na cor, é conseguir manter a saúde desse cabelo depois", afirma. Virginia Fonseca leva o cabelo ao limite do clareamento: o que a descoloração exige dos fios Reprodução Instagram Hidratação, nutrição e reconstrução não são a mesma coisa A rotina de quem tem fios descoloridos costuma envolver três palavras que aparecem com frequência nas prateleiras e nos salões: hidratação, nutrição e reconstrução. Embora possam fazer parte do mesmo cronograma, cada uma tem uma função. A hidratação ajuda a repor água e contribui para a maciez. A nutrição atua na reposição de lipídios, importantes para a proteção e a flexibilidade da fibra. Já a reconstrução é voltada para a reposição de componentes que ajudam a devolver resistência ao cabelo sensibilizado. Não há, portanto, uma fórmula fixa que determine quantas vezes cada tratamento deve ser feito. O estado da fibra, o histórico químico e a intensidade da descoloração precisam entrar nessa conta. "Hidratação, nutrição e reconstrução possuem funções diferentes. Em cabelos muito sensibilizados, esses cuidados precisam fazer parte da rotina semanal e, dependendo das condições do fio, até do cuidado diário", pontua Kelly. "Não existe uma frequência universal, porque precisamos avaliar o quanto esse cabelo foi sensibilizado", acrescenta. O calor também entra na conta A descoloração não é a única fonte de desgaste. Depois de um procedimento químico intenso, hábitos incorporados à rotina, como o uso frequente de secador, chapinha e babyliss, podem aumentar a exposição da fibra a danos. Isso não significa que seja necessário abandonar completamente as ferramentas térmicas. A recomendação é reduzir excessos e evitar que diferentes formas de agressão se acumulem. "Quanto mais conseguirmos preservar esse cabelo no dia a dia, melhor. Evitar o excesso de chapinha, secador e outras fontes de calor e mantê-lo o mais natural possível ajuda a não aumentar um desgaste que já aconteceu durante a descoloração", diz a visagista. A maneira de lavar e desembaraçar os fios também merece atenção. Produtos adequados ao grau de sensibilização, movimentos delicados e intervalos razoáveis entre procedimentos químicos ajudam a preservar o que foi possível manter durante o clareamento. Virginia Fonseca muda a cor dos cabelos e reacende uma dúvida: descolorir faz mal aos fios? Reprodução Instagram Até onde é possível continuar clareando? Para quem gosta de mudar de cor com frequência, a pergunta mais importante antes de uma nova transformação talvez não seja qual será a próxima nuance, mas em que condições o cabelo está naquele momento. O fato de uma celebridade conseguir alternar entre diferentes tonalidades não significa que a mesma sequência de procedimentos possa ser reproduzida em qualquer fio. Antes de uma nova descoloração, o profissional deve considerar o histórico químico, a resistência da fibra e o quanto ela já foi submetida a processos semelhantes. "Às vezes, o desejo é clarear mais, mas a fibra está mostrando que naquele momento precisa de tratamento e preservação. Respeitar esse limite também faz parte de construir um loiro bonito", pondera. É nesse ponto que entram procedimentos como a avaliação prévia e o teste de mecha. A aparência do cabelo pode até sugerir que ele está em boas condições, mas a capacidade de suportar uma nova intervenção química precisa ser analisada antes. Quebra não é o mesmo que queda Há ainda uma diferença importante entre perceber que o cabelo está quebradiço e notar uma queda que começa no couro cabeludo. A descoloração pode deixar a fibra mais seca, porosa e suscetível à quebra, mas nem toda perda de fios deve ser atribuída à química. "Uma coisa é perceber uma queda mais intensa durante determinado período. Outra é notar que o cabelo está ficando progressivamente mais fino e com menos volume. Essa diferença é importante porque as causas e as estratégias de tratamento são diferentes", observa o especialista em transplante capilar Alberto Correia. Alterações na densidade, afinamento progressivo, aumento da largura da risca e redução perceptível do volume são sinais que merecem investigação, sobretudo quando persistem por semanas. "Quanto mais cedo conseguimos identificar uma alopecia, maiores são as possibilidades de preservar a estrutura e a densidade dos fios. Esperar a queda ficar muito evidente pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento", alerta. Virginia Fonseca e o desafio de manter os fios claros: especialistas explicam os cuidados Reprodução Instagram O que a alimentação tem a ver com o cabelo? O estado dos fios também pode refletir mudanças que acontecem no organismo. Perda de peso acelerada, restrição calórica, baixa ingestão de proteínas, alterações hormonais, doenças, estresse fisiológico e deficiências nutricionais estão entre os fatores capazes de interferir no ciclo capilar. "O cabelo responde às condições gerais do organismo", ressalta a dermatologista e tricologista Angélica Pimenta. Para ela, mudanças importantes na alimentação e no estado geral de saúde podem repercutir no ciclo dos fios. Por isso, quando existe queda significativa ou persistente, olhar apenas para a rotina de beleza pode ser insuficiente. "A saúde capilar também é um reflexo do que está acontecendo no organismo", frisa a médica. O verdadeiro desafio começa depois do salão A imagem de um loiro recém-feito costuma terminar na cadeira do salão ou na foto publicada nas redes. Para o cabelo, porém, a transformação continua por muito mais tempo. É em casa, entre uma ida ao cabeleireiro e outra, que entram os cuidados capazes de preservar a fibra e preparar os fios para uma eventual nova mudança. Isso vale tanto para quem pretende continuar clareando quanto para quem só quer manter a cor por mais tempo. "Não adianta conquistar a tonalidade desejada e esquecer da fibra depois. Um loiro bonito precisa ter brilho, movimento e resistência", reforça Kelly. "Quanto mais saudável conseguimos manter esse cabelo entre uma transformação e outra, maiores são as possibilidades para os próximos procedimentos. A cor chama atenção, mas a saúde do fio é o que sustenta o resultado", resume. No caso dos fios descoloridos, portanto, o trabalho não termina quando o tom ideal aparece no espelho. É a rotina que vem depois que vai dizer quanto tempo — e em que estado — esse loiro vai permanecer.

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