Engana-se quem pensa que Vilmar Rocha é “apenas” um político. É mais do que isto.
É um intelectual público, da estirpe dos comentados pelo sociólogo americano Russell Jacoby. Os intelectuais públicos, como Vilmar Rocha, compartilham seus saberes com as pessoas comuns, escrevendo em jornais e se manifestando nas redes sociais.
O saber, para eles, não pode ficar circunscrito às salas das universidades. O que ilumina o político é o intelectual Vilmar Rocha.
O que ilumina o intelectual é o político Vilmar Rocha. É o saber acadêmico irmanado com o saber das ruas.
Grande parte da esquerda não é lulopetista e vota em Lula da Silva porque não tem outra alternativa. Mas é preciso entender que o lulopetismo é uma coisa e a esquerda é outra.
Ou, formulando melhor: o lulopetismo é uma face da esquerda, mas não é toda a esquerda Como político, Vilmar Rocha interfere diretamente na realidade, com o objetivo de transformá-la positivamente.
Como intelectual, interpreta e interpela os fatos para entender o que realmente dizem. Lula da Silva: presidente da República e líder máximo do PT | Foto: Divulgação
Vilmar Rocha afirma que, para além dos combates político-ideológicos, é preciso entender três fenômenos: o bolsonarismo, o lulopetismo e o antipetismo. “O bolsonarismo e o lulopetismo [que, no fundo, é o petismo subordinado ao caudilhismo do presidente Lula da Silva] estão sendo examinados pela ciência política.
Mas falta um capítulo relevante em tais estudos: explicitar a força do antipetismo”, afirma Vilmar Rocha. “O próprio PT precisa entender as razões do antipetismo visceral — isto, claro, se quiser tentar recuperar sua imagem.”
“A corrente mais sólida hoje, reverberante em todo o país, não é, como se costuma pensar, o bolsonarismo, e sim o antipetismo”, sublinha o ex-deputado federal por cinco mandatos e professor de Direito da Universidade Federal de Goiás. Flávio e Jair: os Bolsonaros são os grandes beneficiários do antipetismo | Foto: Divulgação
“Apresento uma prova do que estou dizendo sobre o antipetismo. Nas simulações de segundo turno, com os pré-candidatos, todos apareciam colados em Lula da Silva.
Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema, na simulação de segundo turno, apareciam muito fortes. Ou seja, a polarização não era apenas entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Por quê? Porque o antipetismo é muito forte em todo o país. Talvez seja possível acrescentar que a resistência é ao lulopetismo, porque, apesar de sua força política, há também um ‘cansaço’ em relação ao chefe político do PT”, frisa o ex-presidente do PSD.
“Grande parte da esquerda não é lulopetista e vota em Lula da Silva porque não tem outra alternativa. Mas é preciso entender que o lulopetismo é uma coisa e a esquerda é outra.
Ou, formulando melhor: o lulopetismo é uma face da esquerda, mas não é toda a esquerda. Os socialdemocratas, que são de esquerda — a moderada —, estão com Lula da Silva, mas não são petistas e muito menos lulopetistas”, analisa Vilmar Rocha.
(E.F.B.)
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