Vice de Tarcísio chama PT de partido 'narcoafetivo' ao comentar prisão de Maduro

 

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O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, chamou o PT de um partido "narcoafetivo" ao comentar a operação dos Estados Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. A fala ocorreu durante a entrega de títulos de regularização fundiária na Chácara Santa Maria, na zona sul da capital paulista, quando ele e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) comentavam sobre a possibilidade de receber venezuelanos.

— São Paulo e outras cidades do Brasil têm que se preparar para receber os imigrantes, mas a tendência é justamente o contrário. Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente que estão na fronteira, a retornar ao seu país, onde vão poder desfrutar de liberdade. Porque vai deixar de ter aquele estado narcoafetivo, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo — disse ele.

O partido de Ramuth, o PSD, faz parte do governo do presidente Lula, do PT. Comanda três ministérios: Minas e Energia, com Alexandre Silveira, Pesca, com André de Paula, e Agricultura, com Carlos Fávaro. Ainda assim, costuma dar alfinetadas no petista e já ensaia uma oposição nas eleições de 2026. O líder da legenda, Gilberto Kassab, secretário estadual de Governo, é um entusiasta da candidatura presidencial de Tarcísio e tem como alternativas os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Segundo a rádio CBN, o tom adotado pela dupla no evento foi o de defender a atuação do presidente americano, Donald Trump, mesmo com questionamentos da comunidade internacional. Intervenções em território estrangeiro só são admitidas com autorização do Conselho de Segurança da ONU ou em situações de legítima defesa. Nunes, por exemplo, afirmou que a discussão jurídica não pode se sobrepor ao que chamou de "violação sistemática da dignidade humana" sob o regime de Maduro.