Venda do Consórcio Guaicurus é suspensa após suspeita de omissão de informações

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Fonte da notícia: G1 G1

Ônibus gratuito em Campo Grande Reprodução

A venda das empresas que formam o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, foi suspensa após questionamentos sobre informações que não teriam sido apresentadas durante a análise da negociação. A decisão é do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão federal responsável por avaliar operações que possam afetar a concorrência.

Na prática, a decisão impede que a compra seja concluída até uma nova análise do Cade. Isso não significa que a venda tenha sido cancelada definitivamente.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A negociação envolve a compra de quatro empresas — Jaguar Transportes Urbanos, Viação Campo Grande, Viação Cidade Morena e Viação São Francisco — pela Maas Administração e Participações, ligada ao Grupo HP, que já atua no transporte público de Goiânia e do Distrito Federal.

A operação havia sido aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do Cade em outubro. No entanto, o advogado Oswaldo Meza Baptista questionou a decisão e apontou a ausência de informações relevantes no processo.

Entre os fatos apontados estão a intervenção decretada pela Prefeitura de Campo Grande no transporte coletivo, um procedimento administrativo que pode levar ao fim da concessão, uma ação judicial envolvendo as empresas e medidas judiciais de bloqueio de bens e valores. Agora no g1

Também foram levantados questionamentos sobre um imóvel utilizado como garagem da Viação Cidade Morena. A compra do terreno faz parte da negociação, mas, segundo o advogado, há uma disputa judicial relacionada à venda anterior do imóvel.

No despacho, o conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes afirmou que essas circunstâncias já eram conhecidas pelas empresas antes do pedido de aprovação, mas não foram informadas ao Cade. Para ele, é necessário esclarecer se a ausência desses dados prejudicou a análise da situação financeira das concessionárias e das condições da compra.

O conselheiro ressaltou, porém, que a avaliação é preliminar e não representa uma conclusão definitiva sobre a negociação. No pedido apresentado em setembro, as empresas justificaram a venda como uma forma de garantir a continuidade do transporte coletivo, com a entrada de um grupo capaz de assumir novos investimentos.

O Plenário do Cade confirmou a decisão de reexaminar a operação, em votação encerrada na terça-feira (3). Agora, o Tribunal do Cade deverá aprofundar a análise antes de decidir se mantém a aprovação, estabelece restrições ou rejeita a compra.

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Publicação Original G1 g1.globo.com
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