'Vantagem ainda é de Flávio Bolsonaro, mas uma virada não é impossível', avalia cientista político

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Fonte da notícia: CBN CBN

O percentual de eleitores indecisos na disputa de segundo turno entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) dobrou, passando de 7% para 14%, segundo pesquisa espontânea da Quaest divulgada na quarta-feira (21).

Eleitores que votaram no primeiro turno precisam votar no segundo? Prazo para propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet termina nesta quinta (22) Em entrevista ao Jornal da CBN, o cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, apontou três hipóteses para explicar o crescimento do número de eleitores que ainda não definiram o voto: Repercussão do debate entre os presidenciáveis; Atuação das campanhas nas ruas e nas redes sociais; Possibilidade de parte dos entrevistados já ter uma preferência, mas evitar declará-la. Peso do voto feminino O especialista reforçou o crescimento da indecisão entre as mulheres, grupo que historicamente tende a demonstrar maior apoio a Lula. Para ele, debates, campanhas e discussões nas redes sociais podem ter levado parte desse eleitorado a repensar sua decisão. "Talvez estas mulheres, na participação que elas têm tido em conversas, participando de interação nas redes sociais ou mesmo tendo assistido ao debate, talvez elas possam ter se ressentido ou se afastado um pouco da candidatura de Flávio, especialmente, mas talvez um pouco da de Lula, para ainda ponderar até o final o que pode acontecer. O que a gente sabe também é que o eleitorado feminino tem um peso fundamental." Indecisão não significa abstenção O cientista político pontuou que os eleitores indecisos podem ser convencidos por uma das candidaturas. Segundo ele, isso abre espaço para que as campanhas reforcem a comunicação na reta final. "Eu diria que esse que se declara indeciso não é necessariamente aquele que não vai votar, ou que anula ou vota em branco. A grande questão é que quando a gente olha pelos votos válidos, a gente tem um empate técnico, na margem de erro, entre os dois candidatos." Redes sociais e debate podem ser decisivos Na avaliação de Rodrigo Prando, dois fatores podem influenciar a decisão dos eleitores nos últimos dias de campanha: a atuação das candidaturas nas redes sociais e o debate entre os presidenciáveis previsto para a sexta-feira (23), antes da votação de domingo (25). "Em uma eleição de margem que se mostra tão apertada, qualquer movimento que empodere, dê força simbólica para um candidato ou fragilize o outro pode, inclusive, trazer esse percentual dos indecisos que aumentaram e pode ser o resultado do vitorioso e do derrotado no domingo." Prando ainda destacou que Flávio Bolsonaro mantém vantagem numérica, mas uma virada de Lula não está descartada. "Em síntese, a vantagem ainda é de Flávio Bolsonaro, mas uma virada não é impossível. Quando eu falo isso, eu sei que desagrado 100% dos bolsonaristas e dos lulopetistas, mas os dados da realidade são esses."

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