Van que atropelou e matou filha de diplomatas, em Ipanema, passará por exames para confirmar versão de falha mecânica
A van que atropelou e matou Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, passará por exames periciais para verificar se o veículo teve falha mecânica. Essa foi a versão apresentada pelo motorista Lucas Leandro do Espírito Santo Marques no local do acidente, ocorrido no último sábado. Segundo a polícia, o condutor relatou "que o veículo que ele estava conduzindo travou a direção e o freio não funcionou".
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As investigações estão sendo conduzidas pela 14ª DP (Leblon). Segundo a Polícia Civil, além dos exames periciais, "outras diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos".
O enterro de Mariana está marcado para esta tarde no Cemitério São Paulo, em Pinheiros. A jovem era filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto, que atualmente integra a Assessoria Especial Internacional do presidente Lula, e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta em Buenos Aires, que também ficou ferida ao ser atingida pela van. Ela havia chegado ao Rio horas antes de ser atropelada.
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Mariana tinha alugado um apartamento em Ipanema — ela escolheu o bairro para morar e criar "raízes", após passar boa parte da vida viajando com os pais. Ela e a mãe deixaram as malas no imóvel e foram à rua para comprar itens para que a jovem conseguisse se instalar, como um travesseiro.
— Todo pai e toda mãe fazem enormes sacrifícios, investem os seus recursos, dão a melhor educação, colocam o máximo de dinheiro e o máximo de amor (nos filhos). Então interromper um projeto desses no auge, quando as conquistas acontecem, ela recém-formada, se sentindo habilitada e olhar para trás falando "Todo o meu esforço de vida valeu à pena", é muito duro — afirmou Ibahim ao GLOBO, antes de embarcar num voo para São Paulo para ir ao sepultamento da filha.
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