Rubio afirma que Cuba 'sempre' representou uma ameaça à segurança dos EUA
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (21) que Cuba 'sempre' representou uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Segundo ele disse a repórteres, a ilha possui inteligência 'russa e chinesa em seu território'.
Rubio estava a caminho de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da OTAN na Suécia e, em seguida, à Índia.
Ele não quis comentar como os EUA poderiam proceder para implementar a acusação contra o ex-presidente Raúl Castro, o que levou muitos a acreditar que uma ação militar contra a ilha é potencialmente iminente, após acusações semelhantes contra o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro terem sido invocadas para justificar sua deposição em uma operação militar em janeiro.
A rede de TV americana CBS News revelou que a inteligência dos Estados Unidos está analisando como Cuba reagiria a uma ação militar americana. Analistas começaram a observar isso a partir do rastreio de um petroleiro russo com destino a ilha.
Os analistas iriam mostrar para autoridades do governo americano não apenas as consequências, mas também o que poderia acontecer a seguir.
Os planejadores militares dos EUA frequentemente incorporam essa análise ao desenvolver opções para o presidente considerar.
Questionado por repórteres na quarta-feira (20) se haveria uma escalada de tensões em Cuba após a acusação formal dos EUA contra o ex-líder cubano Raúl Castro, Trump respondeu que 'não' e que não achava ser necessário'.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa.
Kent NISHIMURA / AFP
A notícia surge em um momento de aumento de tensões entre Washington e Havana. Desde o início de 2026, foram diversas sanções anunciadas pelo governo Trump, que culminaram em um indiciamento do ex-presidente cubano, Raúl Castro.
O site Axios afirmou que Havana havia obtido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los em um ataque à base militar americana de Guantánamo, caso as hostilidades com os EUA se intensifiquem.
Após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciar o ex-presidente de Cuba Raúl Castro, o regime cubano classificou a acusação como uma 'acusação vil', rejeitando 'nos termos mais veementes' e chamando de um ato 'desprezível e infame de provocação política'.
Havana enfatizou que a acusação 'se baseia na manipulação desonesta do incidente', reiterando sua alegação de que a queda da aeronave sob o qual Raúl é acusado ocorreu 'sobre o espaço aéreo cubano'.
No entanto, Havana reiterou que 'a resposta de Cuba à violação de seu espaço aéreo constituiu um ato de legítima defesa , protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional de 1944 e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade'.
'É de puro cinismo que essa acusação esteja sendo feita pelo mesmo governo que assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico', acrescentou o comunicado, destacando que a 'acusação espúria' contra Castro 'faz parte das tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta para justificar a punição coletiva e impiedosa contra o nobre povo cubano'.
Além disso, o atual presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que a acusação 'apenas demonstra a arrogância e a frustração que a firmeza da Revolução Cubana e a unidade e força moral de sua liderança provocam nos representantes do império'.
Ele reiterou que a acusação contra Castro 'busca reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba'.
O presidente afirmou que 'a estatura ética e o espírito humanista de seu trabalho refutam quaisquer acusações caluniosas feitas contra o General do Exército Raúl Castro'. Ele ainda descreveu as acusações como uma 'tentativa ridícula de diminuir sua estatura heroica'.
