Valor 1000: Resultados sólidos levam Telefônica ao primeiro lugar em TI e telecomunicações

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A Telefônica vem obtendo mais receita com cada real investido em infraestrutura Julio Bittencourt/Valor A Telefônica vem colecionando resultados sólidos no Brasil. Bem apoiada num caixa robusto, a companhia distribui esforços em diferentes eixos estratégicos. Os objetivos se orientam pelas necessidades dos usuários. Incluem atender a todas as suas demandas em conexão, oferecer novos serviços que enriqueçam sua vida digital e facilitar ao máximo seu relacionamento com a empresa. Ganham prioridade metas como vender mais ao mesmo cliente (“customer lifetime value”) e reduzir o índice de perda de clientes (“churn”). Esse foco contribuiu para a conquista de um dos menores índices de “churn” da história da operadora, de 1% no pós-pago e 1,4% entre assinantes de fibra, em 2025. O desenho estratégico resultou em indicadores robustos. Em 2025, a receita total cresceu 6,7% em relação ao ano anterior e alcançou R$ 59,6 bilhões. O Ebitda anual, R$ 24,8 bilhões, ficou 8,5% acima de 2024, com margem de 41,7%, enquanto o lucro líquido chegou a R$ 6,2 bilhões, alta de 41,7%. Associadas a um forte comprometimento com políticas ESG, essas conquistas renderam à empresa o primeiro lugar no setor de TI e telecomunicações no anuário Valor 1000. O desempenho se mantém neste ano. Só no primeiro semestre, a receita líquida alcançou R$ 31,2 bilhões, 7,5% maior do que o registrado no primeiro semestre de 2025, enquanto o lucro líquido somou R$ 2,8 bilhões, com expansão de 7,5%. No mesmo intervalo, o Ebitda somou R$ 12,8 bilhões, um avanço de 9,9% — e com destaque para o segundo trimestre, com o maior crescimento dos últimos 11 semestres, 10,9% sobre o mesmo período de 2025, totalizando R$ 6,6 bilhões. A companhia pretende manter ou aumentar o ritmo com apoio do pilar estratégico Vivo IA e digital. Sua jornada de IA data de alguns anos e carrega exemplos como a assistente inteligente Aura, no WhatsApp, lançada em 2018. Desde então, vem desenvolvendo sua disciplina de organização de dados, com um repositório (data lake) para abastecer diferentes serviços. Em agosto, estavam em teste três agentes de IA para atender o cliente — um voltado a contas, outro a problemas técnicos e o terceiro a mudanças de plano —, a fim de substituir a tradicional Unidade de Resposta Automática (URA). Segundo o CEO da Telefônica no Brasil, Christian Gebara, a expectativa é passar dos 50% de resolutividade hoje, com a URA, para perto de 70%. Outra iniciativa em destaque foi a prova de conceito (PoC) de gêmeo digital em Itu (SP) para otimizar a configuração de rede. Gebara, CEO: IA melhora o atendimento Divulgação Uma das principais iniciativas da companhia, Vivo Total, apoia-se nos investimentos em redes de 4G e 5G e de fibra óptica, que consumiram grande parte dos R$ 9,3 bilhões aportados no Brasil em 2025. No primeiro semestre de 2026 o montante chegou a R$ 4,6 bilhões, 7,6% acima do mesmo período do ano passado. Com essa empreitada, a cobertura 5G da marca chega a 978 municípios, onde residem 73% dos brasileiros, enquanto a fibra cobre 32 milhões de domicílios. Hoje a Vivo responde por mais de 116 milhões de acessos no país, incluindo 103 milhões de acessos móveis. Também reúne cerca de 60 milhões de clientes, dos quais 58 milhões são pessoas físicas e 2 milhões, empresas, incluindo ainda 8,2 milhões de assinantes de fibra. Do total de clientes, 65% são convergentes, ou seja, contratam diferentes serviços. Outro pilar estratégico, Vivo Max, compreende o desenvolvimento de serviços para empresas e clientes pessoas físicas, como computação em nuvem, cibersegurança, internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e casa conectada, e com fins relacionados a entretenimento, saúde, educação e finanças. Os exemplos incluem desde a oferta de financiamento para aquisição de celulares até o contrato de R$ 3,8 bilhões em IoT com a Sabesp, considerado o maior em medição de água no mundo e destinado a trocar 4,4 milhões de hidrômetros por dispositivos inteligentes em São Paulo e São José dos Campos (SP). No conjunto, tais serviços representam atualmente uma fatia respeitável, de 12,2%, da receita total da empresa. Embora com margens menores, não exigem investimento adicional em infraestrutura e ajudam a reduzir a relação entre Capex e receita — essa relação já foi superior a 20% e hoje está em torno de 15,5%, explica Gebara. Em outra frente, a Telefônica fortaleceu a marca própria de acessórios Ovvi e adquiriu a i2GO, para ampliar sua atuação no mercado de eletrônicos e acessórios, passando a contar com presença em mais de 20 mil pontos de venda em todo o país. Mesmo com mudanças relevantes no cenário de negócios nos últimos anos, a Telefônica preocupou-se em tratar de forma consistente as questões ESG. No campo social, em 2025, ações da Fundação Telefônica beneficiaram 2,4 milhões de educadores e estudantes em todo o país com iniciativas voltadas ao desenvolvimento de competências digitais e uso qualificado da tecnologia na educação pública. Já por meio da iniciativa Vivo Recicle, consumidores podem descartar resíduos em qualquer uma das 1,8 mil lojas da marca. Isso resultou, no ano passado, em 45 toneladas de eletrônicos devolvidos à cadeia produtiva.

Arte/Valor Um dos reflexos do eixo “Eu, Nós, Vivo” são os esforços da companhia no campo da diversidade e inclusão — o que aumenta a atratividade da empresa como empregadora. Atualmente, metade das posições em programas de estágio e trainee é voltada a profissionais negros, que compõem 34,7% das posições de liderança da companhia. As mulheres ocupam 39,1% das posições de liderança executiva e 42% das cadeiras do conselho de administração. “Cerca de 11% dos funcionários da casa se declaram LGBTQ+, por sentirem liberdade de serem o que são”, destaca Gebara. Além dos grupos de afinidades de gênero, raça, pessoas com deficiências (PCD) e LGBTQ+, a companhia, cujos funcionários têm idade média de 38 anos, criou um grupo 50/60+, para conversas sobre temas de interesse dessa faixa etária. Nem todos os projetos têm conexão tão evidente com os negócios da empresa, mas a Telefônica, mesmo assim, trata-os como relevantes para o futuro do Brasil e para as perspectivas de crescimento da companhia. Em julho, ao lado de representantes do povo indígena També, Gebara plantou algumas das 900 mil mudas de árvores nativas que vão reflorestar 800 hectares na zona rural de Paragominas (PA). “O local está uma tristeza, tudo desmatado”, conta o executivo. A empresa adotou a área, situada no arco do desmatamento da Amazônia, por um período de 30 anos para abrigar o projeto Floresta Futuro Vivo. O objetivo é restaurar, proteger e reconectar trechos de mata e deve beneficiar mais de 25 espécies ameaçadas de extinção.

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