Em meio à crise, Fachin diz que ‘Justiça brasileira não faltará com seus deveres’

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, disse nesta terça-feira (8) que a "Justiça brasileira não faltará com seus deveres, que lhe decorrem da própria Constituição".

A declaração foi feita durante o encerramento de um evento no CNJ voltado aos corregedores de Justiça. Entre as atribuições das corregedorias, estão a investigação de infrações disciplinares no Judiciário. Em sua fala, Fachin defendeu o diálogo permanente entre tribunais e disse que "os dias de hoje reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios que são apresentados no momento contemporâneo. A Justiça brasileira não faltará com seus deveres, que lhe decorrem da própria Constituição".

A participação de Fachin no evento ocorre em meio a mais um capítulo da crise no STF. Mais cedo, o ministro André Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do cargo. Em sua decisão, o ministro levou em conta o relatório da corporação utilizado por Alexandre de Moraes na quinta-feira (3) para pedir que Mendonça seja investigado por abuso de autoridades.

A escalada começou na terça-feira passada (1º), quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que cita mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, a um número de telefone atribuído a Moraes. Na quinta, Moraes reagiu. Ele pediu a Fachin que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade e crimes de responsabilidade.

Além do afastamento de Andrei, Mendonça determinou a abertura de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares, que deverão ser conduzidos pela Corregedoria da PF.

O ministro determinou ainda a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência que tenham como objetivo analisar a atuação funcional de ministros, da advocacia pública e da PF. Por fim, ordenou o afastamento do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada da Costa.

Edson Fachin Brenno Carvalho/Agência O Globo

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