Resposta Resposta: O mercado financeiro gosta de trabalhar com cenários e, aparentemente, o consenso é que existem três cenários possíveis. Se tiver reeleição do atual presidente, o ajuste fiscal vai ser feito de forma lenta e gradual. Se a oposição ganhar, vai ter um ajuste fiscal mais rápido, que pode ser mais rápido ainda, se tiver corte dos gastos obrigatórios com saúde e educação; e a revisão do ritmo dos reajustes do salário-mínimo e das aposentadorias e demais benefícios sociais. Essa possibilidade parece muito pequena porque o candidato de oposição já disse que não vai fazer isso. Então, a terceira alternativa, mais realista, é um ajuste fiscal intermediário, no meio do caminho. Depois do primeiro turno os juros caíram de forma significativa. As taxas projetadas para 2027 e 2028 caíram mais de um ponto percentual, que é muita coisa para os títulos do Tesouro Direto de longo prazo. Daí o ganho com as aplicações. Agora, o Tesouro Direto não é a melhor aplicação para especular com essas possibilidades de mudanças na política econômica. O Tesouro Direto é bom para quem quer segurança e liquidez.
Para essa estratégia de aproveitar as mudanças de preço, o melhor é investir num ETF do Ibovespa porque a variação é semelhante à dos títulos de renda fixa de longo prazo e a facilidade de entrar e sair das posições é muito maior. Ou num fundo multimercado, porque o gestor do fundo tem muito mais condições de aproveitar esses momentos de oscilação. Resumo: Se você investe no Tesouro Direto, a melhor estratégia é comprar e ficar com o título até o vencimento, na medida do possível, e a despeito das mudanças das taxas.Se você quiser especular, melhor o ETF do Ibovespa ou um fundo multimercado. Agora, pode dar certo, mas é sempre um risco.
CBN