Unilever busca economia de US$ 1,1 bi ao planejar futuro mais enxuto fora do setor de alimentos

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Unilever pretende economizar cerca de 1 bilhão de euros (US$ 1,12 bilhão) e garantir um crescimento consistente das vendas ao concentrar seus negócios em um núcleo mais enxuto de produtos não alimentícios. O grupo de bens de consumo, dono do sabonete Dove e da Vaseline, detalhará em um evento para investidores na quarta-feira (4) seus planos para economizar 1 bilhão de euros até o fim de 2029, por meio da recuperação de parte dos custos e da reformulação das operações.

Parte da economia virá da redução de custos remanescentes da separação de seu negócio de alimentos. No início deste ano, a companhia concordou em combinar essa operação com a fabricante americana de especiarias e condimentos McCormick, criando uma nova empresa sob controle majoritário da Unilever, mas independente dela.

O negócio de sorvetes do grupo também foi separado e listado em bolsa como Magnum Ice Cream Co. A saída do setor de alimentos permitirá à Unilever se concentrar em seus produtos de beleza, cuidados pessoais e limpeza doméstica, informou a companhia.

“Essas categorias compartilham bases científicas e tecnológicas, um único modelo de geração de demanda e canais de distribuição comuns, oferecendo oportunidades para concentrar ainda mais os recursos e ampliar o que funciona nas operações globais da Unilever”, afirmou o grupo em comunicado divulgado na terça-feira, antes do evento para investidores.

A partir de agora, o grupo divulgará seus resultados em três divisões de negócios: beleza e cuidados pessoais, limpeza doméstica e “outros”. “A Unilever está se tornando uma empresa mais ágil e focada em cuidados pessoais e limpeza doméstica”, afirmou o diretor-presidente, Fernando Fernandez.

A Unilever também informou que pretende alcançar um crescimento subjacente das vendas de 4% a 6% ao ano no médio prazo, a partir do próximo ano, em linha com as projeções plurianuais já divulgadas. Isso deve incluir um aumento de pelo menos 2% ao ano nos volumes, segundo a companhia.

As margens operacionais subjacentes devem apresentar uma melhora “modesta” a cada ano. As metas de crescimento das vendas, porém, podem ser difíceis de alcançar, alertou James Edwardes Jones, do RBC Capital Markets.

“Tanto a meta de crescimento dos volumes quanto a de crescimento orgânico das vendas nos parecem desafiadoras”, escreveu em nota. Um crescimento mínimo de 4% “já é um patamar exigente para ser mantido de forma consistente”, advertiu.

Ao enxugar seus negócios, a companhia informou que está adaptando seu modelo operacional para alocar melhor os recursos e aproveitar suas capacidades de marketing e governança. A economia de custos planejada também virá da simplificação da estrutura organizacional, da reformulação de processos e do uso de tecnologia, segundo a Unilever.

A companhia anunciou algumas mudanças na liderança: o diretor de marketing, Leandro Barreto, acumulará o cargo de diretor de crescimento, enquanto o presidente da divisão de limpeza doméstica, Eduardo Campanella, assumirá a função de diretor de estratégia corporativa. Um executivo de fora da empresa assumirá a presidência das operações na América do Norte no início do próximo ano.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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