Com o fim de 'A nobreza do amor', que chega ao último capítulo nesta sexta-feira (6), Lázaro Ramos se despede de Jendal, o tirano que tomou o trono do fictício reino africano de Batanga e condenava seus inimigos ao poço das serpentes do castelo antes de ser derrotado pelos seus inimigos.
O personagem também marcou uma novidade na trajetória do ator: foi seu primeiro vilão nas novelas. Lázaro Ramos revela teoria divertida sobre a escolha de ‘Feito Pipa’ para representar o Brasil no Oscar 2027
Apesar de já ter interpretado figuras como Foguinho, o anti-herói de 'Cobras & lagartos' (2006), que conquistou o público, Lázaro por muito tempo evitou viver um antagonista de perfil mais sombrio. A decisão tinha uma razão.
— Eu quis provar que um ator negro poderia ocupar o lugar do herói protagonista. Então eu nem ousei pensar em fazer um vilão — conta.
Jendal (Lazaro Ramos) surge no terraço com aliados e apresenta Alika (Duda Santos) em 'A nobreza do amor' Angélica Goudinho/Rede Globo
A oportunidade chegou com a novela escrita por seu primo Elísio Lopes Jr., em parceria com Duca Rachid e Júlio Fischer. Os dois, que dividem um escritório, também têm uma relação de proximidade fora do trabalho.
Lázaro diz que se encantou pela sinopse de 'A nobreza do amor' desde o início. — Eu tinha que estar nessa novela por vários motivos.
Por falar do continente africano e também por se passar no Nordeste — conta o ator baiano. Lázaro Ramos em ensaio exclusivo para a Canal Extra
Marcus Sabah/Divulgação A experiência, segundo ele, foi marcada pelo entusiasmo e pelo desafio de dar vida a um personagem tão diferente dos que havia interpretado até então.
— Todos os dias eu ficava com frio na barriga antes de cada cena — diz. Lázaro Ramos em cena de 'Feito pipa'
Divulgação Paralelamente à despedida de Jendal, Lázaro vive outro momento importante na carreira com 'Feito Pipa', longa escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027.
A produção também vem acumulando reconhecimento fora do país. — Tem sido lindo ver essa trajetória do filme.
Foi demais ganhar prêmios internacionais, em Berlim (Alemanha), mas fiquei muito honrado quando vi, em Gramado (RS), o primeiro impacto dessa obra com a plateia brasileira — destaca.
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