Unifesp cobra apuração rigorosa e identificação de envolvidos em morte de engenheiro espancado durante ato político em Santos (SP)

Unifesp cobra apuração rigorosa e identificação de envolvidos em morte de engenheiro espancado durante ato político em Santos (SP) - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) cobrou uma investigação rigorosa sobre as circunstâncias e as motivações da agressão que levou à morte do engenheiro e mestrando da instituição Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral paulista. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a universidade lamentou a morte do estudante, manifestou solidariedade à família e pediu a responsabilização dos envolvidos.

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Engenheiro ambiental, Marcelo foi espancado e roubado por um grupo de pelo menos sete homens na madrugada de sábado (24), após se afastar de um ato político na região de Paquetá. A morte foi confirmada na segunda-feira pelo pai da vítima, Marcelo Rodrigues da Rocha, ao g1.

Segundo a família, Marcelo teve a morte cerebral confirmada no domingo, quando foi transferido da Santa Casa de Santos para o Hospital São Paulo, vinculado à Unifesp. Ainda faltava um exame para confirmar a irreversibilidade do quadro.

O resultado saiu por volta das 17h de segunda-feira. Universidade prestou apoio à família

Na nota, a Unifesp informou que diferentes setores da instituição acompanham o caso desde que tomaram conhecimento da agressão. Entre eles estão a direção do Instituto do Mar, o Campus Baixada Santista, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Políticas Afirmativas (Praepa) e a Reitoria.

A universidade afirmou que prestou apoio à família e articulou a assistência necessária. Também reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos.

"A Unifesp expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Marcelo, neste momento de dor e consternação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos (...) A Unifesp reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e permanece solidária e no apoio à família e às pessoas próximas ao estudante", publicaram.

Engenheiro foi cercado e agredido por grupo Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24 de outubro).

Ele se afastou do evento para ir ao banheiro, mas não voltou. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que dois homens abordaram o engenheiro.

Pelo menos outros cinco suspeitos chegaram depois, e Marcelo foi cercado e agredido. As gravações mostram a vítima cair no chão e ser deixada desacordada.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os suspeitos roubaram o celular e outros pertences de Marcelo antes de fugir. Como o engenheiro demorou a voltar, amigos saíram à sua procura e o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o levou à Santa Casa de Santos, segundo a prefeitura. No domingo, ele foi transferido para o Hospital São Paulo.

O caso é investigado pelo 4º Distrito Policial (DP) de Santos. A Polícia Civil apura a dinâmica da agressão, a motivação do crime e a identidade dos envolvidos.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos identificados ou presos. Embora a agressão tenha ocorrido depois que Marcelo se afastou de um ato de apoio a Lula, a motivação política não foi confirmada.

Também não há confirmação de que o crime tenha sido motivado por homofobia.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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