A Polícia Federal (PF) informou em comunicado ter deflagrado a segunda fase da “Operação Castratio” nas cidades fluminenses de Rio de Janeiro e de Niterói. A ação visa investigar suposta fraude a envolver desvios de R$ 200 milhões, por meio de contratos firmados entre governo do Estado do Rio e empresa privada.
Segundo apuração do jornal Bom dia Rio, da TV Globo, um deputado do PSDB estaria envolvido. Os desvios teriam ocorrido por meio de superfaturamento, direcionamento e fraude à licitação, detalhou a PF.
A atuação da suposta organização criminosa seria nos recursos lotados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa). A primeira fase da operação, detalhou ainda a PF, buscou apurar as irregularidades encontradas nos contratos firmados entre governo fluminense e empresa privada, por meio de contratos cujo objeto é o serviço de castração/esterilização de animais.
Os materiais obtidos em maio de 2026 levaram à segunda fase da investigação - que agora visa apurar a extensão da organização criminosa e supostas práticas ilegais, detalhou a PF. Caso confirmados em investigação, os fatos podem caracterizar crimes de peculato, corrupção (passiva e ativa) e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que sejam revelados no decorrer das investigações, enumerou ainda a Polícia.
Policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF não informou nomes de envolvidos. Porém, o jornal Bom dia Rio, da TV Globo, informou que o deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) estaria entre os investigados.
Em maio, na primeira fase da ação, Queiroz sofreu buscas em investigação sobre uma suposta fraude em licitações no governo do estado para castração e esterilização de animais, apurou ainda a rede televisiva. José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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