'É um momento para discutir paternidade responsável', diz advogada sobre projeto que amplia licença

 

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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil. Atualmente fixado em cinco dias corridos, o benefício poderá chegar a 20 dias a partir de 2029. Ao Jornal da CBN, a advogada trabalhista Cláudia Abdul Ahad Securato afirmou que o Brasil está atrasado em relação a outros países.

'A expectativa era que fossem aprovados no mínimo 30 dias de licença paternidade. Para vocês terem uma ideia, a Espanha tem 16 semanas, o Reino Unido tem 10 semanas. De uma maneira mais longa, existe muito mais incentivo para a paternidade nos países desenvolvidos'.

Para a advogada, a aprovação do projeto cria um ambiente para discussão da paternidade responsável.

'O Brasil é um país que 6% das crianças não têm o nome do pai na certidão de nascimento. E, segundo o Mapa da Mulher, o abandono paterno nos últimos 5 anos aumentou em 25%'.

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