Ueno Bank: aliados de Lula repercutem renuncia de presidente do Paraguai e comparam crise bancária com o caso Master

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiram nesta quinta-feira à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, diante da crise no banco digital Ueno Bank. Os parlamentares de esquerda utilizaram o episódio para ressaltar a importância da mobilização popular nas ruas e relacionar o cenário tanto ao bolsonarismo quanto ao escândalo do Master, que envolveu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades brasileiras.

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A renúncia ocorreu após Peña perder o apoio da bancada do Partido Colorado no Congresso, enquanto a Câmara dos Deputados se preparava para votar pela abertura de um processo de impeachment contra ele. O cenário foi motivado pela crise do Ueno Bank, que levou ao bloqueio de contas correntes e investimentos de cerca de 40% da população e paralisou o comércio nacionalmente.

Politicamente, pesou contra Peña o fato de ter sido acionsta de um grupo que controlava o Ueno Bank, desvinculando-se da instituição totalmente apenas em 2025. O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) afirmou que o caso representa "mais uma derrota" para os aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina.

Segundo o parlamentar, a "crise envolvendo o banco Ueno, do qual Peña foi sócio, expôs a relação entre o governo e interesses financeiros privados, com impactos sobre recursos da previdência e os aposentados paraguaios". "O projeto da extrema direita tem uma marca: faz a população pagar a conta.

Foi assim com Bolsonaro, com Milei e agora com Peña. Governos que protegem os poderosos e aprofundam a desigualdade", escreveu Freixo nas redes sociais.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), por sua vez, relacionou o episódio paraguaio ao caso Master. "O dinheiro do Paraguai, chamado de 'Suíça' pelos bolsonaristas, tava nas contas de um Banco Master Paraguaio e na verdade era dinheiro de banco imobiliário.

Que nossas autoridades diplomáticas se atentem à calamidade social no Paraguai e façam tudo o que for necessário para que ela não atinja a população que vive no Brasil", disse a parlamentar. Já o vereador William Siri (PSOL-RJ) ressaltou que o povo paraguaio está "nas ruas querendo respostas".

"Por isso que não podemos deixar que figuras como Vorcaro se instalem no sistema bancário e no entorno dos poderes", afirmou Siri. O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PR) criticou o cenário economico no Paraguai.

"Segundo os neoliberais e reacionários brasileiros, o Paraguai é uma espécie de paraíso sul-americano do liberalismo econômico. A imagem de país paraíso não conseguiu durar nem dois anos.

O país enfrenta a maior crise bancária da sua história com três milhões de pessoas prejudicadas e o presidente acaba de renunciar", escreveu Manoel. Já o deputado federal eleito Rick Souza (PSOL-RJ) utilizou o caso paraguaio para enfatizar a importância da vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais deste ano.

"O presidente do Paraguai, Santiago Peña, acaba de renunciar ao cargo. Ele era acionista do Banco Ueno, que colapsou e levou ao bloqueio de bens da população.

Mais um dia para agradecer à nossa democracia, que nos salvou de ter um presidente envolvido com banco escuso, né?", afirmou.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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