O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (13/10) que está confiante na reabertura do mercado europeu para as exportações de carne de aves e mel do Brasil. Na próxima semana, o comitê técnico responsável pelo tema (Scopaff, na sigla em inglês) vai avaliar os resultados da auditoria realizada recentemente nessas duas cadeias produtivas no Brasil.
Segundo o ministro, a avaliação deverá ser uma mera "formalidade a ser cumprida", já que o relatório preliminar da DG Santé, autoridade sanitária da União Europeia, divulgado no fim de setembro não fez ressalvas ou apontamentos de melhorias necessárias no sistema sanitário brasileiro.
"A expectativa para aves e mel é a mais positiva possível", disse a jornalistas após evento no ministério. Segundo o ministro, o relatório europeu aponta que os importadores estão "satisfeitos" com a forma que os produtos são processados.
Uma fonte da indústria reforçou que a expectativa é que as exportações de carne de aves possam ser retomadas em novembro. André de Paula afirmou ainda que a Pasta segue "permanentemente vigilante" com os demais produtos que continuam com as vendas bloqueadas para a UE, como a carne bovina.
"O caminho para essa discussão passa necessariamente por cumprir eventuais critérios que sejam estabelecidos pelo mercado que nós queremos fornecer, mas também com uma ampla negociação. E se tem algo que esse governo tem feito é não sair da mesa de negociação, por mais até que sejam injustas algumas das questões suscitadas, mas mesmo assim, a nossa missão é a de negociar, é a do convencimento, é a de encontrar formas para que a gente possa atender as exigências e, consequentemente, avançar, seguir avançando na abertura de mercados", completou.
O ministro também demonstrou otimismo com a possibilidade de novas habilitações de frigoríficos para a China e de avanços para a abertura do mercado de miúdos bovinos para lá. Após auditoria no início de setembro, os chineses habilitaram quatro unidades, duas de carne bovina e duas de carne de aves, e abriram seu mercado para os miúdos internos suínos.
Globo Rural