A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, informou na quinta-feira que está considerando uma expansão adicional nos Estados Unidos, tendo o Texas como uma das opções.
Informou também que prossegue com negociações sobre sua participação no gigantesco complexo de chips "Terafab", planejado pelo bilionário Elon Musk naquele estado. "Expandimos nossa análise de locais para além do Arizona e o Texas é uma opção.
Já enviamos equipes ao Texas para realizar toda a avaliação", disse o executivo-chefe (CEO) da TSMC, C.C. Wei, durante uma teleconferência sobre resultados financeiros.
"Também estamos conversando com um de nossos clientes que está tentando construir o Terafab, e estamos discutindo com eles para verificar se poderemos utilizar essa capacidade produtiva." Wei fez essas declarações no momento em que a TSMC divulgava um lucro trimestral recorde, com alta de 68,7% em relação ao ano anterior, atingindo 763,06 bilhões de dólares taiwaneses (US$ 23,55 bilhões) no período de julho a setembro — marcando o sexto trimestre consecutivo de resultados recordes.
A receita saltou 50% em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 1,494 trilhão de dólares taiwaneses. O CEO afirmou que a empresa está correndo para construir novas fábricas em todo o mundo em um ritmo "sem precedentes", a fim de atender à demanda "extremamente robusta" por chips de ponta e componentes de suporte voltados para a inteligência artificial (IA).
Wei não forneceu mais detalhes sobre o Terafab, citando as negociações em andamento, mas ressaltou que a fábrica precisaria ser "operada pela TSMC". A Intel, principal fabricante de chips dos Estados Unidos, já havia anunciado planos de colaborar com a SpaceX e a Tesla, empresas de Elon Musk, no complexo.
Qualquer possível envolvimento da TSMC no Terafab se somará ao seu compromisso de investimento já gigantesco de US$ 265 bilhões nos Estados Unidos. "Estamos avançando a todo vapor para aumentar nossa capacidade e atender à demanda excedente, além de intensificar nossos investimentos em capital para apoiar o crescimento futuro de nossos clientes.
A TSMC está se expandindo em um ritmo sem precedentes, com quase 20 fábricas em andamento ao redor do mundo", disse Wei. Ele descartou preocupações sobre a sustentabilidade da demanda por IA, afirmando que a empresa toma decisões de investimento após análises criteriosas.
"Temos nosso próprio critério de avaliação e analisamos todos os ângulos. Conversamos com clientes e com os clientes de nossos clientes", disse Wei.
"Agora, estamos indo além e pedindo às nossas próprias equipes que verifiquem o andamento da construção de data centers e a situação do fornecimento de energia nos Estados Unidos." "Não temos intenção de deixar oportunidades passarem e queremos conquistar todos os negócios possíveis", afirmou o CEO.
Ele acrescentou que a previsão é de que a segunda fábrica de chips avançados da empresa no Arizona inicie a produção no terceiro trimestre de 2027. Os resultados financeiros expressivos da TSMC surgem em um momento em que gigantes globais da tecnologia continuam a aumentar os investimentos em projetos de infraestrutura de IA em larga escala, mesmo enquanto o setor enfrenta escassez sem precedentes de componentes críticos, incluindo chips de memória, placas de circuito impresso e lasers.
A fabricante informou que 68% da receita trimestral veio da demanda por computação de alto desempenho, incluindo todos os chips relacionados à IA. No entanto, Wei observou que a empresa "continua a ver segmentos de mercado voltados ao consumidor final e sensíveis a preços enfrentando dificuldades devido ao impacto da alta nos custos de componentes e às incertezas macroeconômicas".
O “Nikkei Asia” Asa noticiou anteriormente que até mesmo a Apple não escapou dos aumentos de preços e já instruiu fornecedores de componentes a reduzir a produção de seus modelos mais recentes de iPhone 18 Pro, devido a uma demanda abaixo do esperado. "De modo geral, vemos uma demanda robusta por chips avançados até o próximo ano e acreditamos que a visibilidade de longo prazo em relação aos pedidos sustentará um ciclo de maiores investimentos, afirmou Laura Chen, do Citi Research, em um relatório.
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