Trump: 'Vamos investigar a fundo' o ataque à sinagoga de Michigan

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou o ataque a tiros e o atropelamento registrados nesta quinta-feira (12) contra o Templo Israel, uma sinagoga localizada na região metropolitana de Detroit, no estado de Michigan.

Trump abriu um evento na Casa Branca mencionando o episódio e expressando solidariedade à comunidade local.

“Quero enviar nosso carinho à comunidade judaica de Michigan e a todas as pessoas da região de Detroit após o ataque à sinagoga judaica hoje cedo”, disse Trump na abertura de seu discurso em um evento na Casa Branca.

O presidente afirmou ainda que recebeu informações detalhadas sobre o caso e classificou o episódio como extremamente grave.

"Fui totalmente informado, e é uma coisa terrível, mas continua acontecendo", diz Trump.

Ele acrescentou que o governo pretende conduzir uma investigação completa para esclarecer o ocorrido.

“Vamos investigar a fundo”, continua ele. “É absolutamente inacreditável que coisas assim aconteçam.”

Na sequência, Trump também fez um breve comentário sobre o conflito envolvendo o Irã, dizendo que as operações militares seguem avançando.

Segundo ele, a guerra está indo "muito bem" e "progredindo muito rapidamente".

Templo judaico em Michigan, nos EUA, é atacado; suspeito foi morto pela polícia

Um templo judaico em Michigan, nos Estados Unidos, foi alvo de um ataque nesta quinta-feira. Segundo a polícia, o suspeito teria usado seu próprio veículo para colidir com a parede do centro religioso e, em seguida, entrou no local armado, efetuando disparos. O incidente ocorreu no prédio da sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield.

A polícia confirmou a morte do suspeito.

Um segurança que trabalhava no local ficou ferido.

'Nenhuma criança ou funcionário ficou ferido, portanto não temos vítimas além de um dos chefes de segurança, que foi atropelado e levado ao hospital para tratamento. Ele deve se recuperar bem'.

Os disparos de arma de fogo registrados na área provocaram grande mobilização policial e o isolamento das proximidades. Agentes do FBI e do Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF) ainda atuam no local.

A sinagoga também abriga uma escola e um centro comunitário judaico, o que aumentou a preocupação das autoridades em relação à segurança de crianças e funcionários presentes no local. Nas primeiras horas do incidente, ainda não havia confirmação de feridos.

Em resposta ao ocorrido, o distrito escolar de West Bloomfield e instituições religiosas nas proximidades implementaram medidas de segurança, incluindo ordens de “shelter in place”, orientando que pessoas permanecessem dentro dos edifícios enquanto a polícia atuava na região.

O xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, afirmou que a segurança será reforçada em locais judaicos de West Bloomfield Township. A medida foi tomada após seguranças da sinagoga Temple Israel trocarem tiros com um indivíduo armado. Segundo Bouchard, as autoridades vinham avaliando há cerca de duas semanas o risco de possíveis atos de violência, o que permitiu que o templo estivesse preparado e pudesse reagir à ameaça.

Segundo Bouchard, a presença policial será intensificada em todas as instituições judaicas da região até que o caso seja completamente esclarecido. A Polícia Estadual de Michigan também anunciou que ampliará as patrulhas em outros locais de culto.

Governadora de Michigan lamenta ataque "devastador" contra comunidade judaica

A governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, repudiou o que chamou de ataque “devastador” à comunidade judaica, após relatos iniciais de um tiroteio em uma sinagoga na região de Detroit.

“Isso é de partir o coração. A comunidade judaica de Michigan deveria poder viver e praticar sua fé em paz. O antissemitismo e a violência não têm lugar em Michigan. Espero que todos estejam em segurança”, afirmou Whitmer.

Ela acrescentou que seu gabinete está colaborando com a polícia estadual para obter mais informações sobre o incidente.

A Secure Community Network, organização nacional de segurança judaica, informou que está coordenando esforços com as forças policiais e parceiros da comunidade.

A unidade internacional da ZAKA, grupo israelense de voluntários que atua em emergências, declarou que “há vítimas no local”, embora ainda não haja confirmações oficiais.

A filial de Michigan da Liga Antidifamação orienta que os membros da comunidade evitem a área.