Trump reforça críticas ao papa Leão XIV e afirma que ele 'não deve se envolver em política'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou diversas críticas que já havia feito ao papa Leão XIV em uma entrevista para a CBS News.
Vice de Trump acusa Irã de 'terrorismo econômico' pela forma de controle do Estreito de Ormuz
Arábia Saudita pressiona EUA para suspender bloqueio do Estreito de Ormuz, afirma jornal
Questionado se planejava ligar para o pontífice, Trump respondeu de forma enfática um 'não'.
'Ele está errado em relação a essas questões. Não acho que ele deva se envolver em política. Acho que ele provavelmente aprendeu isso com essa experiência', comentou.
O republicano também disse não ter certeza se o papa Leão, o primeiro pontífice nascido nos EUA, visitaria os Estados Unidos durante sua presidência. Segundo ele, dependia apenas de Leão XIV.
O presidente americano admitiu ter ficado surpreso com a reação negativa de grupos cristãos à imagem de inteligência artificial que ele postou no Truth Social, agora apagada, na qual era retratado como uma figura semelhante a Jesus.
Ele disse acreditar que a imagem era de 'um artista muito bonito e talentoso' e que a foto tinha a intenção de representá-lo como médico, e não como Jesus.
'Eu interpretei aquilo como uma imagem minha sendo médico, cuidando das pessoas — tinha a Cruz Vermelha ali do lado, tinha, sabe, profissionais da saúde ao meu redor. E eu era tipo o médico, sabe, como uma brincadeira, fazendo o papel de médico e ajudando as pessoas a melhorarem. Então, era assim que as pessoas viam. Era o que a maioria pensava'.
Questionado sobre o motivo de ter retirado a foto, Trump complementou:
'Normalmente não gosto de fazer isso, mas não queria que ninguém ficasse confuso. As pessoas estavam confusas'.
Papa Leão XIV rebate Trump e diz que seguirá a se manifestar sobre a guerra no Irã
O Papa Leão XIV acena para a multidão da varanda principal da Basílica de São Pedro, durante a mensagem e bênção Urbi et Orbi para a cidade e o mundo, como parte das celebrações da Páscoa, na Praça de São Pedro, no Vaticano,
Andreas Solaro / AFP
O papa Leão XIV se manifestou nesta segunda-feira (13) após as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ele, em publicações nas redes sociais. O pontífice americano defende que irá continuar a se manifestar contra a guerra no Irã.
Leão afirmou à imprensa ao chegar a Argel, para sua terceira viagem internacional, que não queria 'entrar em debate' com Trump.
''Não creio que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo', disse ele.
'Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas', completou.
O presidente dos EUA afirmou em uma publicação na sua rede social Truth Social que o papa era 'FRACO no combate ao crime e péssimo para a política externa'.
'Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos'.
'Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano', escreveu.
Não há registros, entretanto, do papa ter aprovado que o Irã tivesse armas nucleares. Apenas declarações defendendo a necessidade de um acordo para o final da guerra no Oriente Médio, assim como no ataque a Venezuela.
