Trump quer chegar a um acordo com Irã, mas país persa não deve aceitar exigências, afirma agência

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está determinado a chegar a um acordo com o Irã para pôr fim às hostilidades no Oriente Médio. A informação é da agência de notícias Reuters citando três altos funcionários israelenses.

Apesar disso, esses funcionários destacaram que é improvável que Teerã aceite as exigências americanas. As autoridades disseram que as exigências esperadas dos EUA incluiriam limites aos programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã.

Trump afirmou na segunda-feira (23) que os Estados Unidos e o Irã tiveram conversas 'muito boas e produtivas' sobre uma possível resolução, mas o Irã negou que negociações tenham ocorrido.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Trump vê uma oportunidade de transformar os recentes avanços militares em um acordo que proteja os interesses de Israel.

Netanyahu disse ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que viu uma possibilidade de chegar a um acordo com o Irã. O líder israelense, entretanto, acrescentou que seguirá atacando o país e o vizinho Líbano, tendo como alvos o programa nuclear de Teerã e o grupo extremista Hezbollah.

Prédio destruído em Teerã, capital do Irã, após ataque de Israel.

AFP

Antes, Trump revelou que os Estados Unidos e o Irã tiveram 'conversas produtivas' durante o fim de semana e que ele suspenderá os ataques militares contra instalações de energia por cinco dias.

O republicano detalhou que existem 15 pontos de acordo após novas negociações, mas especificou apenas um: o compromisso dos iranianos de não desenvolverem armas nucleares.

A fala de Trump veio após ameaças de novos ataques caso o Irã não permita a reabertura completa do Estreito de Ormuz.

Teerã, no entanto, negou ter mantido qualquer diálogo com Washington, rejeitando as alegações de Trump como uma tentativa de baixar os preços do petróleo e ganhar tempo para planos militares.

Questionado, o presidente americano reafirmou que houve conversas e disse achar que há problemas de comunicação interna no governo iraniano.

Os preços do petróleo despencaram depois que Trump sugeriu que as negociações poderiam pôr fim à guerra. Após ter alcançado os 113 dólares, o petróleo tipo Brent fechou cotado a 99 dólares.

'Notícias falsas', diz presidente do parlamento iraniano sobre acordo com os EUA

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano.

Reprodução

Nesta segunda-feira (23), o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, negou que haja tratativas em curso com os EUA e classificou as declarações como 'notícias falsas'.

O ministro afirmou ainda que fala de Trump foi estratégia para baixar os preços do petróleo, que realmente caíram significantemente após a fala.

'Fake news estão sendo usadas para manipular mercado de petróleo'.

Declaração veio após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que o Irã gostaria 'muito de fechar um acordo'.

'Eles ligaram, eu não liguei. Eles querem fechar um acordo, e nós estamos muito dispostos a fechar um acordo', destacando ainda que os iranianos concordaram em não ter armas nucleares.

Falando com repórteres em Palm Beach, na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo americano está mantendo conversas com as pessoas que 'parecem' estar no comando do Irã.

Ele comentou que o líder supremo Mujtaba Khamenei não é uma delas e que não está claro se ele esta vivo.

'Temos um acordo com o Irã em praticamente todos os pontos fundamentais. Não sei onde está o Líder Supremo, mas não quero que ele seja morto', declarou.

Trump afirma que um acordo para acabar com o enriquecimento de urânio seria uma grande oportunidade para o Irã se reconstruir, além de ser um bom negócio para Israel e os EUA. Apesar disso, ele deixou claro que os americanos seguirão 'bombardeando' caso as negociações não avancem.

Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Ahmad Al-Rubaye/AFP