Trump está 'cansado' de impasse sobre Irã e quer 'ação', podendo tomar medidas militares, diz site
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá tomar medidas militares mais pesadas contra o Irã se as negociações não produzirem em breve os contornos de um acordo viável, informou o Axios nesta segunda-feira, citando um alto funcionário americano.
'Ou estamos diante dos contornos reais de um acordo viável em breve, ou ele vai arruinar tudo', disse o oficial.
Segundo o relatório, Trump quer pressionar o Irã, mantendo ao mesmo tempo os canais diplomáticos abertos.
Os enviados de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, ainda estão trocando propostas com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, segundo informações destacadas de fontes oficiais.
Um alto funcionário americano afirmou a Axios, no entanto, que os dois lados continuam muito distantes.
'Há conversas. Há propostas. Não gostamos da deles. Eles não gostam da nossa', disse o funcionário.
Em meio a isso, houve uma necessidade de 'ação' por Trump, que viu na ajuda a desbloquear o Estreito de Ormuz como uma dessas alternativas.
'O presidente quer ação. Ele não quer ficar parado. Ele quer pressão. Ele quer um acordo', comentou o funcionário.
Uma fonte descreveu o Projeto Liberdade de Trump, que visava ajudar navios encalhados a sair do Estreito de Ormuz, como 'o início de um processo que pode levar a um confronto com os iranianos'.
Segundo o veículo, Trump recebeu na noite de quinta-feira (30) um plano para enviar navios de guerra através do Estreito afim de abrir à força. Só que ele optou, inicialmente, por fazer isso de forma mais cautelosa.
O plano atual não é de escolta em larga escala, e sim que navios da Marinha estarão 'nas proximidades' e de prontidão, juntamente com aeronaves militares americanas.
A missão 'humanitária' para libertar navios encalhados no estreito significa que 'se os iranianos fizerem alguma coisa, serão os vilões e nós teremos legitimidade para agir', argumentou a fonte.
Irã afirma ter atingido navio de guerra dos EUA que tentava entrar em Ormuz
Explosão no Estreito de Ormuz.
SEPAH NEWS / AFP
As Forças Armadas iranianas afirmam nesta segunda-feira (4) que sua força naval impediu a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz 'com um aviso firme e imediato', segundo a agência de notícias Tasnim.
Pouco depois, a agência Fars informou que dois mísseis atingiram um navio da Marinha dos EUA perto da ilha de Jask, depois que este ignorou os avisos para parar.
Segundo fontes para o veículo iraniano, a fragata americana não conseguiu prosseguir sua rota devido aos impactos e foi forçada a recuar e fugir da área.
Além disso, segundo a TV estatal, a Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz.
'Após um aviso firme e rápido da Marinha, destróieres americanos inimigos foram impedidos de entrar no Estreito de Ormuz', destacou o Exército em comunicado, segundo a Press TV.
Do outro lado, um alto funcionário dos EUA negou a notícia de que um navio teria sido atingido por mísseis iranianos perto do Estreito de Ormuz, de acordo com o site Axios.
A Guarda Revolucionária iraniana alertou nesta segunda-feira (4) que as movimentações marítimas que violarem as regras por ela anunciadas enfrentarão sérios riscos, informou a mídia estatal iraniana.
Segundo o comunicado, as embarcações que violarem essas regras serão interceptadas 'com o uso da força'.
O texto do comunicado ainda acrescenta que as empresas de navegação e as seguradoras de transporte devem estar atentas aos avisos da Guarda Revolucionária Islâmica.
As afirmações corroboram com um alerta de um oficial militar que 'qualquer força militar estrangeira, especialmente o exército invasor americano, será atacada' caso tente se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz.
O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando unificado das forças armadas iranianas, afirmou em comunicado que o Irã protegerá a segurança do estreito 'com todas as suas forças', após os EUA prometerem guiar navios retidos através do ponto de estrangulamento para o transporte de petróleo.
'Mantemos e gerenciamos com rigor a segurança do Estreito de Ormuz com todos os nossos recursos e alertamos a todos os navios mercantes e petroleiros que se abstenham de qualquer trânsito sem coordenação com as forças armadas estacionadas no Estreito de Ormuz, para que sua segurança não seja posta em risco', disse Abdollahi.
Ele acrescentou que a região está sob o controle das forças armadas do Irã e qualquer 'ação agressiva dos Estados Unidos para perturbar a situação só resultará em mais complicações e colocará em risco a segurança das embarcações' na área.
