Trump envia porta-aviões para o Golfo Pérsico em meio a crise com o Irã: 'Sem acordo, precisaremos dele'; veja arsenal na região

 

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O Pentágono ordenou o deslocamento para o Oriente Médio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o mais poderoso navio do tipo na Marinha americana, em meio a atual crise com o Irã. A tripulação recebeu a ordem de deslocamento na quinta-feira, segundo fontes ouvidas em anonimato pelo jornal New York Times, que revelaram que a estimativa é de que o meio militar chegue à região entre o final de abril e o começo de maio — em uma adição de peso ao arsenal posicionado no Golfo Pérsico e arredores, em meio às negociações diplomáticas de um novo acordo nuclear entre Washington e Teerã. O presidente Donald Trump confirmou que o porta-aviões já está a caminho.

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— Ele partirá em breve — disse Trump a jornalistas quando questionado sobre as notícias de envio do Gerald R. Ford para o Oriente Médio. — Caso não cheguemos a um acordo [nuclear, com o Irã], precisaremos dele.

O USS Gerald R. Ford foi o principal meio militar empregado pelos EUA nas ações na região do Caribe, que envolveram o cerco à Venezuela antes da captura do líder chavista, Nicolás Maduro, e da operação contra embarcações suspeitas de transportarem carregamentos de narcóticos. Alguns de seus aviões de combate participaram dos bombardeios lançados sobre Caracas em 3 de janeiro.

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O navio conta com propulsão nuclear e carrega caças F-18 e helicópteros de combate MH-60. Ainda de acordo com as fontes, ele deve deixar o Caribe nos próximos dias com navios de escolta, formando um grupo de ataque.

As novas ordens para o grupo de ataque do Gerald Ford o colocarão ao lado do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que já está no Golfo Pérsico, como parte da intensificação da campanha de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a liderança do Irã. Trump havia indicado no início da semana que desejava enviar um segundo porta-aviões para a região.

No mês passado, o USS Abraham Lincoln e navios contratorpedeiros equipados com mísseis guiados já haviam sido deslocados do Mar do Sul da China para o Oriente Médio. A presença simultânea de dois porta-aviões representaria um dos maiores reforços navais recentes na região.

Meios militares dos EUA mobilizados no Oriente Médio

Arte/ O GLOBO

Segundo o jornal britânico Financial Times, a bordo do Abraham Lincoln há um grupo aéreo embarcado, com dezenas de aviões e helicópteros, incluindo caças F-18 e F-35, e aviões de guerra eletrônica EA-18 Growler.

O grupo de ataque completo já adicionou cerca de 5 mil soldados na região e três contratorpedeiros carregados com mísseis Tomahawk e munições de defesa aérea. Atualmente, os EUA têm 40 mil soldados espalhados pelo Oriente Médio, com forças que incluem cinco grupos aéreos — unidades de comando compostas por cerca de 70 aeronaves — em diversos países e cinco navios de guerra, incluindo dois contratorpedeiros, além de sistemas de defesa aérea.

Um oficial americano revelou recentemente ao FT que os Estados Unidos enviaram mais de dez caças F-15 para o Oriente Médio nos últimos dias, bem como sistemas adicionais de defesa aérea THAAD e Patriot. Esses recursos oferecem mais robustez de defesa para as tropas americanas e forças parceiras contra qualquer retaliação iraniana. Além disso, mais aeronaves americanas de reabastecimento e transporte também estão sendo deslocadas para a região, de acordo com dados de rastreamento de voos.

Posição de meios militares dos EUA no Oriente Médio

Arte/ O GLOBO

Opções de ataque

Entre as diversas opções que os EUA têm disponíveis para atacar o Irã estão os mísseis Tomahawk, de alta precisão, que poderiam ser disparados de submarinos e navios de superfície da Marinha dos EUA longe da costa iraniana — como os enviados por Trump para o Golfo Pérsico, uma frota de envergadura semelhante à destacada no Caribe antes do ataque militar a Caracas.

Em qualquer ataque aéreo, os F-35 poderiam realizar ataques iniciais, já que sua furtividade os torna difíceis de detectar, destacou Jones. Os F-18 poderiam ser usados ​​para ataques de precisão, enquanto os Growlers poderiam realizar guerra eletrônica e interferência de radar. Além disso, os americanos também poderiam usar ataques cibernéticos para desativar a rede elétrica do Irã.

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Arte/O GLOBO

Washington poderia mobilizar recursos diretamente dos EUA ou de outras bases, como fez quando lançou os bombardeiros B-2 do Missouri para atacar o Irã em junho de 2025. Em caso de ataque, as oito bases permanentes e os outros 11 locais que os EUA operam no Oriente Médio estariam vulneráveis ​​a retaliações. O quartel-general do Comando Central (Centcom), que conta com 10 mil soldados americanos na Base Aérea de Al Udeid, no Catar, seria um dos principais alvos, como foi durante o breve ataque retaliatório do Irã no ano passado.

A operação taticamente bem-sucedida partiu da base aérea de Whiteman, no Missouri, de onde decolaram 125 aeronaves e 75 armas guiadas, incluindo bombardeiros furtivos B-2 Spirit. O voo até o Irã, segundo autoridades militares americanas, durou 18 horas, com múltiplos sistemas de reabastecimento em voo. (Com NYT e AFP)