Trump é alvo de vaias de manifestantes ao tentar mobilizar eleitores do Texas

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi interrompido diversas vezes por vaias de manifestantes durante um comício em San Antonio, no Texas, na noite de quarta-feira, em que tentou mobilizar eleitores em apoio ao candidato republicano ao Senado, Ken Paxton. A visita do chefe da Casa Branca ocorreu em meio à sua queda da popularidade e ao avanço dos democratas em um Estado historicamente favorável aos republicanos. Leia também: Trump e Obama vão a Michigan em duelo eleitoral pelo Senado Eleitores de Trump estão menos animados para votar nas eleições legislativas, diz pesquisa Fala dúbia de Trump sobre ataque do Irã a cidades revolta Califórnia

Pelo menos uma dúzia de manifestantes interrompeu o discurso de Trump no Freeman Coliseum, que estava lotado. Alguns foram retirados pela polícia. Em determinado momento, o presidente chegou a se afastar brevemente do microfone. Policiais retiram um manifestante enquanto o presidente Donald Trump discursa durante um comício de campanha no Freeman Coliseum, em San Antonio, Texas AP/Alex Brandon

O Texas, estado mais populoso do país e onde Trump venceu a eleição presidencial de 2024 por quase 14 pontos percentuais, tem se tornado um campo de batalha inesperado para os republicanos nas eleições legislativas de novembro. A guerra com o Irã, a disparada dos preços dos combustíveis e os baixos índices de aprovação do presidente ameaçam o desempenho do partido, que pode perder o comando das duas Casas do Congresso para os democratas.

A visita foi a terceira de Trump ao Estado em menos de um mês. Os republicanos já destinaram mais de US$ 300 milhões às disputas eleitorais locais, segundo informações da Associated Press.

O governador republicano do Texas, Greg Abbott, que enfrentará uma disputa acirrada pela reeleição contra a deputada estadual democrata Gina Hinojosa, não participou do comício. Em vez disso, tinha previsto comparecer à inauguração de um hospital a cerca de 530 quilômetros de distância. A ausência de Abbott foi explorada pelos democratas.

"Durante anos, Greg Abbott nunca teve vergonha de abraçar Donald Trump, chamando-o de 'grande amigo' e defendendo sua agenda a cada passo", disse Jacob Long, porta-voz do Partido Democrata do Texas. "Mas agora, enquanto as famílias texanas são esmagadas por preços recordes provocados pelas tarifas de Trump e pela guerra com o Irã, de repente Greg Abbott tem outro compromisso."

Abbott conquistou seu terceiro mandato em 2022 por uma margem de quase 11 pontos percentuais. Nos últimos tempos, porém, o candidato tem sido um dos alvos da turbulência do cenário internacional que vem prejudicando os republicanos, principalmente, pelo aumento do custo de vida.

Trump, que apoiou Paxton nas primárias republicanas contra o senador John Cornyn, descreveu o candidato como "talvez o maior procurador-geral dos EUA". "Ele foi firme e esteve conosco o tempo todo [...] Ele é um homem fantástico."

Ele não chegou a comentar, porém, sobre uma gravação vazada recentemente na qual Paxton lamentava a guerra com o Irã e a alta dos preços dos combustíveis, além de reclamar que sua campanha estava sendo conduzida por operadores políticos em Washington.

Em seu discurso, o presidente presidente também voltou a defender temas como a pena de morte para grandes traficantes de drogas, traficantes de pessoas e assassinos de policiais, sinalizando que o democrata James Talarico, rival de Paxton na disputa pelo Senado, é contrário a tais medidas.

O chefe da Casa Branca, além disso, anunciou na ocasião que concederá a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil americana, ao ex-astro do beisebol Roger Clemens, que atuou como arremessador do Boston Red Sox e do New York Yankees .

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aperta a mão do candidato republicano ao Senado Ken Paxton durante um comício de campanha no Texas REUTERS/Evan Vucci

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