Trump diz que acordo com o Irã está 'encerrado' enquanto ataques no Golfo voltam a atingir navios; vídeos mostram explosões
A escalada do confronto entre Estados Unidos e Irã voltou a atingir o transporte marítimo no Golfo Pérsico nesta quarta-feira (8).
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram explosões, incêndios e colunas de fumaça próximas ao litoral de países da região após uma nova sequência de ataques envolvendo embarcações comerciais e alvos militares.
Segundo o The New York Times, o aumento das hostilidades ameaça interromper a recuperação do tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global.
Trump diz que cessar-fogo com Irã 'acabou': 'Eles são lixo, governados por doentes'
O novo ciclo de confrontos começou após um drone iraniano atingir um petroleiro no Estreito de Ormuz.
Em resposta, forças americanas atacaram instalações de mísseis, drones e radares iranianos em Bandar Abbas, na ilha de Qeshm e na Ilha de Kharg.
O Comando Central dos EUA afirmou ter atingido mais de 80 alvos, incluindo embarcações militares, com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atacar o transporte marítimo internacional.
O Irã respondeu lançando mísseis e drones contra 85 instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait.
Confira:
Segundo o The New York Times, o confronto passou a seguir um padrão recorrente: Teerã utiliza ataques limitados contra embarcações para pressionar o fluxo comercial na região, enquanto ambos os lados evitam, até o momento, uma guerra de grandes proporções.
Transporte marítimo sob pressão
Os ataques desta semana atingiram três embarcações comerciais nas águas próximas à costa de Omã, entre elas um petroleiro saudita e um navio transportador de gás natural liquefeito do Catar.
Embora o Irã não tenha assumido a autoria, os episódios aumentaram a preocupação com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler mostram que apenas 36 embarcações cruzaram o estreito na segunda-feira, número muito inferior às mais de 100 travessias diárias registradas antes do início da guerra.
Analistas avaliam que o receio de novos ataques e o risco de minas marítimas continuam reduzindo a circulação de navios pela região, considerada estratégica para o abastecimento mundial de energia.
